Invest

Ibovespa perde força; dólar sobe acima de R$ 5,20 e avança também no exterior

Wall Street oscila com alta do petróleo juros dos 'treasuries' em patamares históricos

Ibovespa: índice rondava a estabilidade com ligeira queda de 0,10%, aos 186.206 pontos, por volta das 14h10 (Germano Lüders/Exame)

Ibovespa: índice rondava a estabilidade com ligeira queda de 0,10%, aos 186.206 pontos, por volta das 14h10 (Germano Lüders/Exame)

Rebecca Crepaldi
Rebecca Crepaldi

Repórter de finanças

Publicado em 1 de outubro de 2026 às 11h04.

Última atualização em 1 de outubro de 2026 às 14h24.

Priorizar nos meus resultados Google

A três dias das eleições, o Ibovespa, que abriu o dia em alta, opera em queda nesta quinta-feira, 1º, pressionado principalmente pelas ações de bancos e da Vale, enquanto a alta do petróleo sustenta os papéis da Petrobras. O movimento ocorre em meio à cautela dos investidores com o cenário doméstico antes da divulgação da Datafolha e à pressão dos juros no exterior.

Por volta das 14h10 (horário de Brasília), o Ibovespa rondava a estabilidade com ligeira queda de 0,10%, aos 186.206 pontos. Entre as ações de maior peso, Bradesco (BBDC4) caía 1,08%, Itaú (ITUB4) perdia 0,82% e Vale (VALE3) recuava 0,70%.

Na outra ponta, os papéis ordinários da Petrobras (PETR3) avançavam 1,34% e os preferenciais subiam 1,08%, acompanhando a valorização do petróleo. O Brent ganhava 3,33%, a US$ 101,32 o barril.

O dólar também acelerava a alta e era negociado a R$ 5,230, avanço de 1,06%, enquanto o índice DXY, que mede a moeda americana ante uma cesta de divisas, subia 0,40%, a 101,852.

No mercado de juros, as taxas futuras avançavam ao longo da curva, refletindo a pressão dos títulos globais e a cautela com o cenário doméstico. O movimento ganhou força após uma fala considerada mais dura de Susan Collins, do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), que destacou o risco de a inflação permanecer acima da meta de 2% e manteve aberta a possibilidade de uma nova alta de juros nos Estados Unidos.

Segundo análise de Marianna Costa, economista da Mirae Asset, os preços do petróleo também são influenciados pelas incertezas sobre a reabertura do Estreito de Hormuz e pelas possíveis restrições às exportações americanas de diesel.

“O Irã informou ter recebido uma proposta americana para a reabertura do Estreito de Hormuz, enquanto o presidente Donald Trump negou que esteja disposto a oferecer alívio de sanções em troca de compromissos iranianos. A possibilidade de restrição às exportações americanas de diesel também permanece no radar”, diz em relatório.

No cenário político, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados em uma eventual disputa de segundo turno, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira, 1º. Flávio registra 46% das intenções de voto, ante 45% de Lula, diferença de um ponto percentual. O levantamento reforça o cenário que tem sido demonstrado em outras pesquisas recentes.

Ainda hoje, é esperado o último levantamento Datafolha antes da eleição, assim como o último debate eleitoral entre os candidatos à Presidência. Lula confirmou que não participará do debate da TV Globo hoje. No mesmo horário, dará entrevista ao podcast Flow, com transmissão pelo YouTube.

Bolsas de NY rondam a estabilidade

No exterior, os Treasuries permaneciam em níveis elevados, apesar de um alívio pontual no rendimento do título de dois anos. A taxa da Treasury de dez anos estava em 5,293%, enquanto a de 30 anos alcançava 5,647%.

Em Wall Street, os principais índices também rondam a estabilidade: o Dow Jones recuava 0,14%, o S&P 500 caía 0,04% e o Nasdaq perdia 0,11%.

A sessão ocorre após um setembro positivo para o Ibovespa. O índice acumulou alta superior a 5% no mês, seu segundo melhor mês do ano, em meio à repercussão do cenário eleitoral brasileiro e às expectativas sobre os próximos passos da política monetária nos Estados Unidos.

Acompanhe tudo sobre:IbovespaDólarCâmbiobolsas-de-valoresB3Eleições 2026

Mais de Invest

Com eleição no radar, BTG trava carteira de ações e aponta potenciais campeãs

Até entre os ricos, a desigualdade cresce: 0,1% dos EUA dobra patrimônio desde 2019

Airbnb vai alugar carros no Brasil — e diversificação chega em momento estratégico

Petrobras e Banco do Brasil: quanto a eleição ainda mexe com as estatais da Bolsa