Lupin: Com sede em Mumbai, a farmacêutica atua em mais de 100 mercados, incluindo Estados Unidos, América Latina, Europa, Oriente Médio, África do Sul e Ásia-Pacífico (Idrees Abbas/SOPA Images/LightRocket /Getty Images)
Repórter de Mercados
Publicado em 30 de dezembro de 2025 às 16h26.
Última atualização em 30 de dezembro de 2025 às 17h01.
A farmacêutica indiana Lupin anunciou nesta semana um acordo de licenciamento exclusivo com a chinesa Gan & Lee Pharmaceuticals para comercializar na Índia a bofanglutida, nova injeção de GLP-1. Atualmente, o fármaco encontra-se em estudos clínicos para o tratamento de diabetes e controle de peso.
A parceria marca a entrada da empresa indiana no mercado de tratamentos para obesidade. As ações da Lupin subiram 1% na terça-feira, 30, negociadas a 2.099,60 rúpias — máxima do dia — após o anúncio.
Com valor de mercado de 94.548 crore de rúpias, os papéis acumulam valorização de 106% nos últimos cinco anos, segundo o Investing.com.
Com sede em Mumbai, a Lupin atua em mais de 100 mercados, incluindo Estados Unidos, América Latina, Europa, Oriente Médio, África do Sul e Ásia-Pacífico, com um portfólio que inclui genéricos, marcas próprias, produtos biotecnológicos e APIs (ingredientes farmacêuticos ativos).
Assim como o Ozempic e o Mounjaro (fabricados pela Novo Nordisk e pela Eli Lilly, respectivamente), o fármaco mimetiza o hormônio GLP-1, promovendo saciedade no cérebro, reduzindo apetite, estimulando secreção de insulina e retardando esvaziamento gástrico para controle glicêmico e perda de peso.
Desenvolvida para administração quinzenal, a bofanglutida promete maior conveniência em comparação com terapias atuais, que exigem injeções semanais.
Estudos clínicos indicam que o medicamento oferece eficácia semelhante — ou superior — na perda de peso em relação a outras moléculas da mesma classe, mantendo o perfil de segurança característico dos GLP-1.
Com o novo contrato, a Lupin obtém os direitos exclusivos de fornecimento e comercialização do medicamento na Índia, reforçando seu portfólio em doenças metabólicas e posicionando-se em um mercado em rápida expansão.
A diretoria da empresa classificou a aliança como parte de uma estratégia para consolidar presença no segmento de GLP-1 e ampliar o acesso a terapias de última geração.
No segundo trimestre do ano fiscal de 2026, a empresa reportou crescimento de 24% na receita líquida, que alcançou 7.048 crore de rúpias. O Ebitda avançou 75% no comparativo anual, somando 2.341 crore de rúpias, enquanto o lucro líquido subiu 73%, para 1.485 crore.
A operação na Índia cresceu 3,4% na comparação anual, apoiada por desempenho robusto em segmentos terapêuticos estratégicos. A expectativa é que o novo licenciamento impulsione ainda mais a linha de produtos a partir do exercício de 2026.