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O custo das tarifas de Trump para o mercado

Vai e vem entre 10% e 15% em tarifa global expõe incerteza jurídica, mas ativos reagem com ajustes pontuais e busca por proteção

Tarifaço: tarifas de Trump deixaram de ser preocupação máxima dos mercados (Montagem/Canva/Exame)

Tarifaço: tarifas de Trump deixaram de ser preocupação máxima dos mercados (Montagem/Canva/Exame)

Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 06h24.

Última atualização em 23 de fevereiro de 2026 às 06h27.

O vai e vem das tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em nova fase após uma decisão da Suprema Corte e mudanças sucessivas na alíquota divulgada pela Casa Branca — de 10% para 15% em menos de 24 horas —, num movimento que ampliou a incerteza sobre qual regra vale.

Mas, em vez de fuga generalizada, o que aparece é um mercado já calejado, que alterna ajustes curtos e busca por proteção, enquanto tenta descobrir qual versão da política comercial vale de fato.

Em entrevista à CNBC, Billy Leung, da Global X Australia, afirmou que o cenário-base é o mercado tratar a tarifa de 15% como “mais ruído do que uma mudança estrutural”. Para ele, pode haver um pico inicial de volatilidade, mas, sem uma escalada ampla e duradoura, a medida tende a não comprometer de forma relevante as expectativas de lucros e crescimento globais.

A pauta tarifária também divide espaço com o calendário corporativo. O balanço da Nvidia, na quarta-feira, 25, tem expectativa de alta de 71% no lucro por ação no quarto trimestre fiscal e receita de US$ 65,9 bilhões.

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