Investidor perde dinheiro com memes nos EUA, diz Morgan Stanley

A mesa de operações do banco elaborou um gráfico com estimativas para os ganhos e perdas dos operadores amadores, com base em dados públicos e das bolsas sobre os fluxos de investimento em ações nos últimos dois anos
A trajetória acompanha a observada para o fenômeno das ações meme (Reuters) (Lucas Jackson/Reuters)
A trajetória acompanha a observada para o fenômeno das ações meme (Reuters) (Lucas Jackson/Reuters)
Por BloombergPublicado em 21/01/2022 17:44 | Última atualização em 21/01/2022 17:58Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Por Joanna Ossinger e Lu Wang, da Bloomberg

Quem vive para o meme morre por ele. Esta foi a lição aprendida por pesquisadores do Morgan Stanley sobre a rapidez com que investidores pessoa física foram das ações com os melhores desempenhos do mundo a lanterninhas no mercado acionário dos Estados Unidos.

A mesa de operações do banco elaborou um gráfico com estimativas para os ganhos e perdas dos operadores amadores, com base em dados públicos e das bolsas sobre os fluxos de investimento em ações nos últimos dois anos.

Os investidores pessoa física estiveram confortavelmente à frente do S&P 500 durante a maior parte de 2020, quando as ações especulativas tiveram seu apogeu, mas os resultados deles ficaram abaixo do índice de referência a partir de meados de 2021 e continuam nessa posição.

A trajetória acompanha a observada para o fenômeno das ações meme (que ganham adeptos devido a movimentações nas redes sociais) e para as ações de empresas com produtos e serviços voltados para quem trabalha em casa, como Peloton Interactive e Zoom Video Communications, que penaram no ano passado. O relatório do Morgan Stanley não especificou os fatores motivadores das taxas de retorno.

A desvantagem dos pequenos investidores em relação ao índice amplo se intensificou nos últimos dois meses, de acordo com os dados. O mercado americano passou a ser liderado por outros setores, especialmente o de energia.

“O investidor de varejo continua sendo comprador marginal, mas existe a questão de lucro/prejuízo”, escreveram Christopher Metli e colegas do Morgan Stanley no estudo. “A sazonalidade continuará favorável ao investidor de varejo nas próximas semanas, mas depois disso, o grande risco é que a demanda deles diminua devido a perdas maiores.”

Com base nas estimativas do Morgan Stanley, os investidores de varejo ainda têm saldo positivo na negociação de ações nos últimos 24 meses, porém, as “compras recentes provavelmente se referem a opções sem valor intrínseco”, acrescentou o relatório.