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Índices em Nova York operam estáveis após captura de Maduro pelos EUA

Investidores avaliam impactos da intervenção na Venezuela em ativos financeiros e commodities

Pré-mercado em Nova York: primeiro impacto foi moderado (Spencer Platt/Getty Images)

Pré-mercado em Nova York: primeiro impacto foi moderado (Spencer Platt/Getty Images)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 4 de janeiro de 2026 às 21h38.

Os índices futuros do mercado de ações em Nova York operam próximos da estabilidade no pré-mercado deste domingo, 4. O movimento sinaliza cautela dos investidores diante dos últimos eventos deste fim de semana, com a prisão do presidente Nicolás Maduro, que será julgado pela Justiça dos Estados Unidos. 

O Dow Jones futuro tinha uma ligeira queda de 0,02% por volta das 21h30 (horário de Brasília). No mesmo horário, os futuros do S&P 500 e da Nasdaq operavam em terreno positivo, subindo 0,14% e 0,36%, respectivamente.

Após a ofensiva militar americana na madrugada do último sábado, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram levados a Nova York, onde passaram a responder a acusações de conspiração por narcoterrorismo e outros crimes.

A retirada de Maduro do poder ocorre mais de uma década depois de sua ascensão, em abril de 2013, quando sucedeu Hugo Chávez. O episódio reacende incertezas sobre o futuro do país, que detém as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, mas cuja produção atual é inferior a 1 milhão de barris por dia — menos de 1% da oferta global.

No sábado, o presidente Donald Trump afirmou, em entrevista coletiva, que os Estados Unidos “administrariam” a Venezuela “até que seja possível uma transição segura, adequada e criteriosa”.

No domingo, porém, o secretário de Estado Marco Rubio adotou um tom mais moderado, dizendo que Washington pretende usar sua influência para atingir objetivos de política externa, sem indicar que o país governaria diretamente a Venezuela.

Parte de Wall Street avalia que o impacto da intervenção americana sobre os mercados tende a ser limitado. O estrategista-chefe da BCA Research, Marko Papic, explicou que o governo venezuelano é “estabilizado” pelo apoio das Forças Armadas.

“A afirmação do presidente Trump de que os EUA ‘vão administrar o país’ e de que ele não teme ‘tropas em solo’ deve ser tratada com cautela. É mais provável que os EUA negociem com os militares e com a oposição durante a fase de transição”, escreveu Papic em relatório a clientes, segundo a CNBC.

No mercado de commodities, os preços do petróleo recuava de forma moderada nas primeiras negociações de futuros no domingo, refletindo a leitura de que a crise, ao menos por ora, não deve provocar choque relevante de oferta.

Em Nova York, a semana começa após um pregão misto na sexta-feira, primeiro dia útil do ano: o S&P 500 e o Dow Jones encerraram em alta, enquanto o Nasdaq terminou próximo da estabilidade.

Os investidores agora voltam suas atenções para a divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos referente a dezembro, prevista para sexta-feira. Economistas consultados pelo Dow Jones esperam a criação de 54 mil vagas no mês.

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