Painel com cotações na bolsa brasileira, a B3 (Germano Lüders/Exame)
Repórter
Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 18h37.
Última atualização em 7 de janeiro de 2026 às 18h43.
O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, 7, devolvendo parte dos ganhos da véspera e encerrando o pregão com recuo de 1,03%, aos 161.975 pontos. O principal índice do mercado acionário brasileiro foi pressionado pela baixa da maioria das ações, com destaque para o desempenho negativo dos grandes bancos, que têm peso relevante na carteira.
Na terça-feira, 6, a referência havia subido 1,1%, ficando a apenas 0,48% do recorde histórico, o que abriu espaço para um movimento de realização de lucros nesta quarta, segundo operadores.
O peso maior veio do setor financeiro, que virou o jogo após duas sessões consecutivas de alta. Os grandes bancos passaram a cair em bloco e puxaram o índice para baixo, encerrando a recente "lua de mel" com o mercado. A liderança das perdas ficou com as units, cesta de preferenciais e ordinárias, do Santander (SANB11), que recuam 2,27%.
Os papéis da instituição financeira estendem as perdas da sessão passada, quando foram os únicos a caírem.
"Os bancos operaram em queda também por conta da realização do movimento de alta dos últimos dois dias. O mercado está de olho em Brasília, nosso case eleitoral já começou, temos o Banco Master, muita confusão, então os investidores que estão com 1%, 2%, 3% e 4% acabam realizando um pouco. O índice financeiro, o IFNC, está em queda", afirmou Felipe Sant'Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing.
Apenas 16 papéis conseguiram terminar o dia em alta. As ações da Cogna (COGN3) lideraram o pregão, com avanço de 7,51%. Uma alta atrelada ao relatório do JPMorgan, divulgado nesta quarta, que elevou para compra as ações da empresa do setor de educação, que mais se valorizaram em 2025.
O banco apontou forte potencial de crescimento em 2026 e valuations atrativos, estabelecendo o preço-alvo em R$ 6,50.
"Sempre que tem uma recomendação de compra, principalmente de um banco estrangeiro, há uma certa elevação por conta do apetite do mercado. O preço-alvo de Cogna foi colocado em R$ 6,50 e a Cogna está com R$ 3,50 de valor de face. Então é um preço-alvo muito acima, que cita uma perspectiva de crescimento da empresa e do setor de educação no ano de 2026", afirmou Sant'Anna.
Por outro lado, o banco norte-americano rebaixou Yduqs (YDUQ3) para neutro, devido ao valuation relativamente elevado, o que levou os papéis da companhia para a maior queda do dia durante a manhã. À tarde, porém, as ações diminuíram a perda, mas ainda assim fecharam com recuo de 2,33%.
"O JP MOrgan citou preocupações com a relação risco-retorno e a capacidade de entrega dos resultados projetados. O movimento evidencia a rotação interna dentro do setor de educação, com investidores migrando para ativos considerados mais descontados", afirmou o CEO da Sttart Pay, Carlos Henrique.
As ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) e Vale (VALE3) também fecharam no campo positivo, com altas de 0,10%; 0,64% e 0,59%, respectivamente. Apesar do peso desses papéis, o avanço não foi suficiente para impedir uma queda do índice.