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Ibovespa cai de volta aos 158 mil pontos com pressão dos juros

As bolsas de Nova York também fecharam em queda seguindo as perdas no setor de tecnologia e da alta global dos juros

O recuo veio após o principal índice acionário da B3 ter se aproximado dos 160 mil pontos na sexta-feira, 28 (Germano Lüders/Exame)

O recuo veio após o principal índice acionário da B3 ter se aproximado dos 160 mil pontos na sexta-feira, 28 (Germano Lüders/Exame)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 1 de dezembro de 2025 às 18h35.

Última atualização em 1 de dezembro de 2025 às 18h52.

O Ibovespa iniciou dezembro em leve baixa e encerrou o pregão desta segunda-feira, 1º, com queda de 0,29%, aos 158.611 pontos. O recuo veio após o principal índice acionário da B3 ter se aproximado dos 160 mil pontos na sexta-feira, 28, quando renovou as máximas intradiária e de fechamento.

Segundo operadores do mercado financeiro, a continuidade dos recordes foi limitada por conta da alta dos juros futuros, que pressionou as ações domésticas.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI), com vencimento de janeiro de 2027, subiu de 13,57%, do ajuste anterior, para 13,62%. A do DI de janeiro de 2029 também avançou de 12,72% a 12,765%, assim como as taxas domésticas de janeiro de 2031 que subiram para 12,99%.

As falas do presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, destacando que o o papel da autoridade monetária é ser mais conservadora pressionaram os juros futuros.

Mas o principal fator que contribuiu para esse avanço das taxas foram as declarações do presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), Kazuo Ueda. A liderança afirmou que a instituição discutirá um possível aumento das taxas de juros em sua próxima reunião de política monetária, ainda este mês, o que levou a um ambiente global de aversão aos riscos.

Os papéis ligadas à economia domésticas foram as mais prejudicadas, entre elas C&A Modas (CEAB3) e CVC (CVCB3) ficaram entre as maiores quedas do dia, com perdas de 4,28% e 3,72%.

Queda das bolsas globais

O ambiente de maior aversão a risco global pesou sobre as bolsas de todo o mundo. O índice Dow Jones fechou em queda de 0,90% como reflexo também do desempenho negativo das ações do setor de saúde. O S&P 500 cedeu 0,53% e o Nasdaq perdeu 0,38%, apesar da leve recuperação dos papéis de tecnologia.

Além das principais bolsas de Nova York, as europeias também cederam. O índice Stoxx 600 teve queda de 0,23%. O FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,18%; o DAX, da Alemanha, recuou 1,04% e o CAC 40, da França, perdeu 0,32%.

Na Ásia, as bolsas fecharam em direções opostas. O índice Nikkei 225, do Japão, registrou queda de 1,89%. O Kospi, de Seul, caiu 0,16%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,67%, e, na China continental, o índice Xangai Composto teve alta de 0,65%.

"Hoje o setor financeiro cedeu um pouco, mas semana passada chegou a subir 4,1%. Não dá para dizer ainda se é uma tendência semanal, teremos alguns dados interessantes na semana, como o PIB, a inflação de consumo lá nos Estados Unidos. Por ora temos que observar essa abertura de mês e como o fluxo estará", disse Alexandre Pletes, head de renda variável da Faz Capital.

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