Ibovespa: Em 2025, o índice acumulou alta de 34%, com o melhor desempenho desde 2016. (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 2 de janeiro de 2026 às 10h36.
Última atualização em 2 de janeiro de 2026 às 16h57.
Após abrir em alta, o Ibovespa virou para queda no primeiro pregão do ano, sexta-feira, 2. Por volta das 16h50, o principal índice da bolsa brasileira tinha queda de 0,40%, aos 160.480 pontos. Em 2025, o índice acumulou alta de 34%, com o melhor desempenho desde 2016.
Entre as maiores baixas do Ibovespa estão Minerva(BEEF3) e MBRF (MBRF3), que caem 6% e 3,5%, respectivamente. Enquanto isso, a JBS (JBSS3) tinha queda de 1,9%.
O movimento ocorre após a China anunciar, na quarta-feira, 31, a adoção de uma salvaguarda comercial que impõe uma cota global de 2,7 milhões de toneladas por ano — volume inferior às 3 milhões estimadas para 2025. O Brasil poderá exportar até 1,1 milhão de toneladas sem tarifa. O excedente pagará uma sobretaxa de 55%.
Já o dólar comercial opera em baixa. Às 16h50, a moeda americana caía 1,30%, cotada a R$ 5,417.
Mais cedo, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) mostrou que a atividade industrial no Brasil encerrou 2025 com a retração mais acentuada em três meses em dezembro, com redução da produção e das encomendas diante da fraqueza da demanda.
O índice, compilado pela S&P Global, caiu a 47,6 pontos em dezembro, de 48,8 pontos em novembro, indo mais abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração.
Às 14h30, o Banco Central divulgou o fluxo cambial total do Brasil, que ficou negativo em US$ 5,047 bilhões na semana passada. O fluxo total em dezembro, até o dia 26, está negativo em US$ 8,410 bilhões no ano, fluxo segue negativo em US$ 28,164 bilhões. O BC teve perda de R$ 14,616 bilhões com swap cambial até o dia 26.
Por volta das 16h50, o índice Dow Jones tinha leve alta de 0,69%; o S&P 500 subia 0,22% e o Nasdaq 100 tinha queda de 0,076%.
As ações da Tesla caíam 3,8%, após a companhia comunicar que as entregas do quarto trimestre caíram 16%, para 418.227 veículos, abaixo das estimativas de analista.
Na Europa, as bolsas fecharam majoritariamente em alta. O índice Stoxx 600 subiu 0,62%. O FTSE 100, do Reino Unido, fechou com alta de 0,24%. O Dax, da Alemanha, teve alta de 0,14%, e o CAC 40, da França, avançou 0,49%.
As bolsas asiáticas também fecharam em forte alta, mesmo com a ausência dos mercados da China continental e do Japão, que permaneceram fechados por conta do feriado de ano novo. O principal destaque foi a Coreia do Sul. O índice Kospi avançou 2,27% e renovou sua máxima histórica, impulsionado por empresas ligadas à cadeia de semicondutores e tecnologia, fechando no patamar inédito dos 4.309,63 pontos.
Em Hong Kong, o Hang Seng subiu expressivos 2,76%, com ganhos relevantes de gigantes de tecnologia como Alibaba e Baidu, que lideraram o movimento de alta. Na Oceania, a bolsa australiana seguiu a Ásia e também encerrou com alta. O S&P/ASX 200 em Sydney, na Austrália, avançou 0,15% o, aos 8.727,80 pontos.