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Ibovespa fecha com novo recorde e se aproxima dos 150 mil pontos

O índice também alcançou uma nova máxima intradiária ao alcançar os 149.234,05 pela primeira vez na história

B3: bolsa brasileira acionou circuit breaker 23 vezes. (B3/Divulgação)

B3: bolsa brasileira acionou circuit breaker 23 vezes. (B3/Divulgação)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 30 de outubro de 2025 às 11h26.

Última atualização em 30 de outubro de 2025 às 17h56.

O Ibovespa (Ibov) abriu as negociações desta quinta-feira, 30, em queda, com os investidores reagindo ao tom conservador adotado pelo presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell. Ao longo do dia, porém, o principal índice acionário do mercado brasileiro reverteu o movimento e ampliou a alta com impulso de ações de peso como Vale e Banco do Brasil.

No fechamento, o Ibov encerrou o pregão com alta de 0,10% aos 148.780 pontos, renovando recorde pelo quarto dia seguido. Pouco antes das 13h, o índice alcançou, pelo segundo pregão seguido, uma nova máxima intradiária ao atingir 149.234,05 pontos.

Apesar do viés positivo, o mercado opera com cautela diante das declarações de Powell, que disse que um corte em dezembro não é certo. A fala, que aconteceu logo após o Fed afrouxar novamente a política monetária no país, não provocou um movimento intenso dos mercados na quarta, mas impactou nas negociações desta quinta do mercado asiático.

Enquanto o índice Nikkei, do Japão, ficou praticamente estável em Tóquio, com leve alta de 0,03%, a 51.325,61 pontos, o Hang Seng caiu 0,24%, em Hong Kong, a 26.282,69 pontos, e o Taiex cedeu 0,03% em Taiwan, a 28.287,53 pontos.

Na China continental, o índice Xangai Composto caiu 0,73%, a 3.986,90 pontos, e o Shenzhen Composto recuou 1,27%, a 2.517,76 pontos. Apenas o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 0,14% em Seul, a 4.086,89 pontos.

Os investidores também avaliam os resultados da reunião dos presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. O mercado mostra certo ceticismo com o encontro, embora Trump tenha dito que a reunião foi "incrível" e que muitas questões foram resolvidas.

Na Europa, os principais índices fecharam em sua maioria também em queda. O índice Stoxx 600 caiu 0,10%, a 574,83 pontos, assim como o DAX, da Alemanha, que recuou 0,02% a 24.118,89 pontos, e o CAC 40, na França, que registrou uma perda de 0,53%, chegando a 8.157,29 pontos. Apenas o FTSE, da bolsa de Londres, teve alta de 0,04%, para 9.760,06 pontos.

Rodrigo Moliterno, head de renda variável e sócio da Veedha Investimentos, avalia que, embora a Bolsa tenha iniciado o dia em queda, acompanhando o movimento negativo dos mercados internacionais, ao longo da manhã houve uma recuperação consistente, puxada especialmente pelo setor elétrico após mudanças na Medida Provisória 1.304/2025, que altera diversas leis relacionadas ao setor energético e ao mercado de gás natural no Brasil.

O relator da proposta, senador Eduardo Braga (MDB-AM), apresentou um novo parecer que retirou a possibilidade de uma mudança na metodologia de cálculo do Custo Médio Ponderado de Capital (WACC) das distribuidoras. A exclusão foi bem recebida pelo mercado, que temia prejuízos com a medida.

O especialista também cita que a aprovação de parte da MP alternativa ao aumento do IOF também contribuiu para a melhora de humor dos investidores. Assim como a divulgação do IGP-M, que caiu 0,36% em outubro e confirmou uma desaceleração da inflação.

"Essa conjuntura acabou mudando o humor do nosso mercado para melhor e ele tem essa recuperação", disse Moliterno.

Petrobras e BB puxam alta do Ibovespa

Tanto as ações preferenciais como ordinárias do Bradesco cederam mais de 3%, liderando as quedas do pregão após a empresa divulgar seus resultados financeiros do terceiro trimestre. "O resultado veio em linha com as expectativas, o Bradesco segue em uma trajetória de recuperação, que ele vem mostrando que o ROI melhorou, está agora na casa dos 14,70, ele quer buscar acima dos 16, mas vem melhorando. Mas o mercado ficou um pouco desconfortável foi no aumento de despesas", afirmou o head da Vedha.

As ações ordinárias e preferenciais da Petrobras recuaram 0,88% e 0,43%, respectivamente. Os papéis ordinários da Ambev ganharam mais de 4%, após reportar lucro melhor do que as estimativas.

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