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Bolsa sobe e fecha acima dos 114 mil pontos pela 1ª vez no ano; dólar vai à mínima desde novembro

Vale e Petrobras avançam e impulsionam alta do índice; em NY, bolsas fecham perto da estabilidade

Painel de cotação da B3 (Germano Lüders/Exame)

Painel de cotação da B3 (Germano Lüders/Exame)

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Guilherme Guilherme

Publicado em 25 de janeiro de 2023 às 10h51.

Última atualização em 25 de janeiro de 2023 às 18h55.

Ibovespa teve mais um dia de ganhos nesta quarta-feira, 25, encerrando o pregão acima dos 114.000 pontos pela primeira vez no ano. Já o dólar caiu mais de 1%, fechando no menor nível desde o início de novembro, a R$ 5,08.

  • Ibovespa: + 1,10%, 114.270 pontos
  • Dólar: - 1,22%, R$ 5,080 

Enrico Cozzolino, sócio e head de análise da Levante Investimentos, atribuiu o tom positivo à entrada de estrangeiros. "Apesar das incertezas fiscais e com as consequências das Americanas, ainda temos visto um fluxo positivo indo para ativos descontados", afirmou.  No ano, a entrada de estrangeiros está positiva em R$ 7,17 bilhões, segundo dados mais recentes da B3.

Na bolsa, as altas foram espalhadas por diversos setores. Entre as maiores altas do pregão estiveram São Martinho, BB Seguridade, Weg e Fleury. Varejistas, que iniciaram o dia em tom positivo, encerraram sem uma direção definida.

  • Weg (WEGE3): + 4,06%
  • BB Seguridade (BBSE): + 4,15%
  • São Martinho (SMTO3): + 4,38%

Vale e Petrobras, com as maiores posições do Ibovespa, subiram cerca de 1%, sustentando a alta do índice. De fora do Ibovespa, a sessão foi de recuperação para as ações da Americanas, que saltaram 17,5% após conseguir uma decisão favorável na Justiça, mas seguem cotadas abaixo de R$ 1.

Apesar do dia poitivo no mercado brasileiro, o início do pregão foi marcado por doses de cautela. Em dia de feriado na cidade de São Paulo e sem grandes novidades na agênda econômica, a bolsa abriu em queda, seguindo as perdas do mercado internacional. No exterior, investidores internacionais repercutiram negativamente o balanço do quarto trimestre da Microsoft.

Mercado internacional

A Microsoft até superou as estimativas de lucro para o período, mas deixou claro que a tendência de curto prazo é desafiadora. Segundo a companhia, deve haver desaceleração no crescimento de receita com serviços de nuvem nos próximos meses. A área corresponde a quase metade da fonte de receita da companhia.

No início do pregão, em Nova York, os papéis da companhia chegaram a desabar mais de 4%. Mas o pessimismo foi se esvaindo ao longo do dia, com a empresa fechando com menos de 1% de queda. A recuperação também foi sentida nos principais índices de Wall Street, que terminaram o pregão próximos da estabilidade.

Nesta noite, as atenções do mercado americano devem estar voltadas para o balanço da Tesla. As ações da empresa de Elon Musk fecharam o dia com 0,38% de alta.

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