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Ibovespa fecha nos 144 mil pontos, mas tem saldo negativo na semana

O dólar fechou de lado, caindo 0,05%, cotado a R$ 5,336

Ibovespa: bolsa fechou em leve alta com mercado repercutindo paralisação do governo americano (Germano Lüders/Exame)

Ibovespa: bolsa fechou em leve alta com mercado repercutindo paralisação do governo americano (Germano Lüders/Exame)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 3 de outubro de 2025 às 17h40.

Última atualização em 3 de outubro de 2025 às 18h37.

O Ibovespa fechou nesta sexta-feira, 3, em alta de 0,17%, aos 144.200 pontos. Na semana, o índice acumulou baixa de 0,86%. O dólar fechou de lado, caindo 0,05% a R$ 5,336.

O mercado ainda repercute a aprovação pelo plenário da Câmara dos Deputados, por unanimidade, do projeto que isenta do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil.

Investidores também acompanharam a paralisação do governo dos Estados Unidos.

Indústria brasileira

indústria brasileira registrou crescimento de 0,8% em agosto, encerrando quatro meses de estagnação, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE.

O resultado supera a expectativa dos analistas, que projetavam alta de 0,5%, e representa o melhor desempenho para o mês desde 2020.

Na comparação com agosto de 2024, a produção industrial caiu 0,7%. No acumulado do ano, o setor avançou 0,9%, e em 12 meses o crescimento foi de 1,6%.

No radar hoje

Os mercados monitoram os efeitos do shutdown nos Estados Unidos, que mantém paralisada parte da máquina pública e suspendeu a divulgação do payroll, o indicador mais esperado do mês, previsto anteriormente para esta manhã. A ausência dos dados de emprego aumenta as incertezas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

O impasse ocorre na volta do feriado judaico de Yom Kippur, quando investidores esperam que os senadores americanos retomem as negociações em Washington e cheguem a um acordo para encerrar o bloqueio orçamentário no governo Trump.

Enquanto isso, a leitura dos índices de atividade (PMIs) ganha ainda mais relevância. O PMI composto final de setembro da S&P Global, caiu a 53,9, de 54,6 (consenso 53,6). O PMI de Serviços, recuou para 54,2, de 54,5 (consenso 53,9). Já o PMI de serviços do ISM de setembro caiu a 50, de 52 (consenso 51,7).

Pela tarde, os investidores repercutiram a fala do vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, e às 22h05, acompanham a do presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda.

Mercados internacionais

Na Ásia, o pregão foi misto nesta sexta-feira. O Japão, o Nikkei 225 subiu 1,93%, com forte alta do conglomerado de tecnologia Hitachi depois de anunciar parceria com a OpenAI.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,54%. Na Austrália, o S&P/ASX 200 avançou 0,46% e os mercados da China e da Coreia do Sul permaneceram fechados.

Na Europa, os índices reduziram o ritmo e fecharam mistos. O Stoxx 600 subiu 0,49%, o FTSE 100 de Londres ganhou 0,63%, enquanto o CAC 40 de Paris teve ganho de 0,31% e o DAX de Frankfurt caiu 0,20%.

Em Nova York, os índices também encerraram a sessão mistos. O Dow Jones avançou 0,51%, o S&P 500 teve leve alta de 0,01% e o Nasdaq 100 caiu 0,28%.

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