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Ibovespa acelera e sobe mais de 1% com alta das blue chips

O Ibovespa mudou de direção e passou a operar em alta firme no início da tarde, embalado pelo avanço das ações de maior peso no índice

Blue chips avançam: entre as ações de maior peso, a Vale — que responde por mais de 11% da composição do Ibovespa — avançava 1,68% no mesmo horário (Germano Lüders/Exame)

Blue chips avançam: entre as ações de maior peso, a Vale — que responde por mais de 11% da composição do Ibovespa — avançava 1,68% no mesmo horário (Germano Lüders/Exame)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 15h28.

Última atualização em 9 de fevereiro de 2026 às 16h27.

O Ibovespa mudou de direção ao longo da sessão desta segunda-feira, 9, e passou a operar em alta firme no início da tarde, embalado pelo avanço das ações de maior peso no índice. Às 16h26, o principal indicador da B3 subia 1,71%, aos 186.020 pontos.

Entre as chamadas blue chips, a Vale (VALE3) — que responde por mais de 11% da composição do Ibovespa — avançava 2% no mesmo horário, ajudando a sustentar o desempenho do índice. As ações da Petrobras também figuravam entre as principais contribuições positivas, com as ordinárias (PETR3) subindo 2,32% e as preferenciais (PETR4) avançando 2,13%.

Parte do setor bancário também acompanhava o movimento, com a maior parte dos grandes bancos em alta. O destaque ficava para as units do Santander (SANB11), que saltavam 3,86%, refletindo a retomada do apetite por papéis financeiros de grande capitalização.

Mais cedo, a Vale chegou a operar pressionada por notícias relacionadas à interrupção de operações em Ouro Preto, após decisão da Justiça de Minas Gerais envolvendo o transbordamento de uma barragem no Complexo Minerário de Fábrica.

A decisão atendeu a uma ação civil pública apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em conjunto com o governo estadual, que também determinou a adoção de planos de contenção e mitigação de danos ambientais, sob pena de multa diária.

Além disso, os contratos futuros do minério de ferro seguem em trajetória negativa na Bolsa de Dalian, na China.

A commodity recuou pela sexta sessão consecutiva, pressionada pelo aumento dos estoques chineses, sinais de demanda mais fraca e pela normalização das operações portuárias na Austrália após o fim do alerta de ciclone. O contrato mais líquido, com vencimento em maio, fechou em queda de 0,46%, a 761,5 iuanes (US$ 109,89) por tonelada.

Na semana passada, o índice de referência da bolsa brasileira acumulou alta de 0,9%, impulsionado principalmente por balanços sólidos, como o do Itaú (ITUB4), que ajudaram a compensar uma postura mais cautelosa em relação a outros nomes do setor financeiro.

“O que vimos na sexta foi um mercado mais seletivo, penalizando empresas que frustraram expectativas e premiando setores onde o valuation já embute bastante risco. Esse comportamento tende a continuar”, diz João Kepler, CEO da Equity Group.

Pedro Ros, CEO da Referência Capital, complementa: “Não é um mercado de euforia, mas de construção, onde oportunidades aparecem para quem consegue separar ruído de fundamento”.

Segundo ele, o pregão recente mostrou que há apetite por risco, mas de forma criteriosa. Empresas grandes, com peso relevante no índice, seguem sendo avaliadas com lupa, enquanto ativos ligados à economia real ganham espaço quando entregam previsibilidade.

Com a entrada mais consistente de fluxo comprador, especialmente em blue chips, o Ibovespa acelerou os ganhos ao longo do dia. “Para quem olha o mercado como um todo, não é um rali generalizado, mas uma rotação mais clara em direção aos papéis de maior liquidez e peso no índice”, afirma Kepler.

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