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Dólar sobe em dia de baixo volume por impeachment e Fed

Operadores não descartavam a possibilidade de novas ondas de volatilidade, reflexo da liquidez reduzida e da briga pela Ptax de agosto

Impeachment: Às 10:41, o dólar avançava 0,66%, a 3,2537 reais na venda, após recuar 1,21% na véspera (Ueslei Marcelino / Reuters)
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Da Redação

Publicado em 30 de agosto de 2016 às 10h54.

São Paulo - O dólar subia frente ao real nesta terça-feira, em mais uma sessão de baixo volume de negócios enquanto investidores aguardavam o desfecho do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff e novas pistas sobre quando o Federal Reserve, banco central norte-americano, voltará a elevar os juros.

Operadores não descartavam a possibilidade de novas ondas de volatilidade, reflexo da liquidez reduzida e da briga pela Ptax de agosto, taxa calculada pelo Banco Central que serve de referência para diversos contratos cambiais.

Às 10:41, o dólar avançava 0,66 por cento, a 3,2537 reais na venda, após recuar 1,21 por cento na véspera. O dólar futuro subia cerca de 0,7 por cento nesta manhã.

"Essa maratona do impeachment está chegando ao fim e o mercado mal pode esperar. Está na hora de virar a página", disse o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, disse nesta terça-feira que acredita que a votação final do impeachment ficará para quarta-feira. Operadores dão como certo o afastamento definitivo de Dilma.

O foco agora se volta para os planos de ajuste fiscal do presidente interino Michel Temer, que vem enfrentando dificuldades para angariar apoio no Congresso Nacional. Muitos operadores esperam ver prova de força política.

"A trégua da dúvida acabou e agora o governo tem que mostrar a que veio", escreveu o superintendente regional de câmbio da corretora SLW, em nota a clientes, João Paulo de Gracia Corrêa.

No cenário externo, dúvidas sobre quando o Fed voltará a elevar os juros mantinham alguma pressão sobre o apetite por ativos de risco.

O vice-chair do Fed, Stanley Fischer, afirmou nesta terça-feira que o mercado de trabalho dos EUA está perto do pleno emprego e o ritmo de aumento dos juros vai depender da saúde da economia. Ele não fez comentários sobre quando uma elevação poderia ocorrer.

Na semana passada, Fischer havia dito que o discurso recente da chair do Fed, Janet Yellen, era "consistente" com a possibilidade de aumento de juros em setembro.

As declarações elevaram o dólar globalmente, já que eventual aperto monetário nos EUA reduz a atratividade de outros mercados.

Nesta manhã, o BC vendeu novamente a oferta total de até 10 mil swaps reversos, que equivalem a compra futura de dólares.

Texto atualizado às 10h54

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São Paulo - O dólar subia frente ao real nesta terça-feira, em mais uma sessão de baixo volume de negócios enquanto investidores aguardavam o desfecho do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff e novas pistas sobre quando o Federal Reserve, banco central norte-americano, voltará a elevar os juros.

Operadores não descartavam a possibilidade de novas ondas de volatilidade, reflexo da liquidez reduzida e da briga pela Ptax de agosto, taxa calculada pelo Banco Central que serve de referência para diversos contratos cambiais.

Às 10:41, o dólar avançava 0,66 por cento, a 3,2537 reais na venda, após recuar 1,21 por cento na véspera. O dólar futuro subia cerca de 0,7 por cento nesta manhã.

"Essa maratona do impeachment está chegando ao fim e o mercado mal pode esperar. Está na hora de virar a página", disse o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, disse nesta terça-feira que acredita que a votação final do impeachment ficará para quarta-feira. Operadores dão como certo o afastamento definitivo de Dilma.

O foco agora se volta para os planos de ajuste fiscal do presidente interino Michel Temer, que vem enfrentando dificuldades para angariar apoio no Congresso Nacional. Muitos operadores esperam ver prova de força política.

"A trégua da dúvida acabou e agora o governo tem que mostrar a que veio", escreveu o superintendente regional de câmbio da corretora SLW, em nota a clientes, João Paulo de Gracia Corrêa.

No cenário externo, dúvidas sobre quando o Fed voltará a elevar os juros mantinham alguma pressão sobre o apetite por ativos de risco.

O vice-chair do Fed, Stanley Fischer, afirmou nesta terça-feira que o mercado de trabalho dos EUA está perto do pleno emprego e o ritmo de aumento dos juros vai depender da saúde da economia. Ele não fez comentários sobre quando uma elevação poderia ocorrer.

Na semana passada, Fischer havia dito que o discurso recente da chair do Fed, Janet Yellen, era "consistente" com a possibilidade de aumento de juros em setembro.

As declarações elevaram o dólar globalmente, já que eventual aperto monetário nos EUA reduz a atratividade de outros mercados.

Nesta manhã, o BC vendeu novamente a oferta total de até 10 mil swaps reversos, que equivalem a compra futura de dólares.

Texto atualizado às 10h54

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