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Disney supera expectativas com força dos parques e streaming no azul

Resultados acima do esperado reforçam geração de caixa, enquanto conselho avança na escolha do sucessor de Bob Iger

Disney: companhia reportou lucro líquido de US$ 2,48 bilhões no primeiro trimestre fiscal, (Bastiaan Slabbers/Getty Images)

Disney: companhia reportou lucro líquido de US$ 2,48 bilhões no primeiro trimestre fiscal, (Bastiaan Slabbers/Getty Images)

Letícia Furlan
Letícia Furlan

Repórter de Mercados

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 09h31.

A Disney reportou lucro líquido de US$ 2,48 bilhões no primeiro trimestre fiscal, encerrado em 27 de dezembro, ante US$ 2,64 bilhões um ano antes. O lucro ajustado por ação foi de US$ 1,63 — acima da projeção de US$ 1,57, segundo a LSEG.

A companhia reportou receita de US$ 25,98 bilhões, alta de 5% em um ano.

Foi a primeira vez que a divisão de experiências ultrapassou US$ 10 bilhões em receita trimestral, afirmou à CNBC o CFO Hugh Johnston. Nos Estados Unidos, os parques geraram US$ 6,91 bilhões, enquanto as operações internacionais somaram US$ 1,75 bilhão, crescimento de 7% na comparação anual.

O avanço veio principalmente do aumento de frequência nos parques americanos, enquanto a visitação internacional mostrou fraqueza.

Parques lideram a rentabilidade

Ajustes não recorrentes — incluindo despesa tributária ligada a um acordo com a Fubo — elevaram o lucro por ação ajustado. No recorte operacional, a diferença entre as áreas ficou clara.

A divisão de experiências entregou lucro operacional de US$ 3,31 bilhões, três vezes maior que o da divisão de entretenimento, e ainda cresceu 6% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o entretenimento, pressionado pelo declínio das redes de TV tradicionais, teve lucro operacional de US$ 1,1 bilhão, queda de 35%.

Streaming avança; esportes sentem custos

O segmento de entretenimento — que inclui streaming e cinema — registrou receita de US$ 11,61 bilhões, alta de 7%. A Disney atribuiu o crescimento a aumentos de preços, maiores taxas de afiliados e à consolidação da transação com a Fubo, na qual passou a deter 70% da empresa.

A receita de streaming cresceu 11%, para US$ 5,35 bilhões. Para o segundo trimestre fiscal, a companhia projeta lucro operacional de cerca de US$ 500 milhões no streaming, avanço de aproximadamente US$ 200 milhões em base anual. A empresa, porém, deixou de divulgar números de assinantes e detalhamentos por subsegmento, seguindo movimento já adotado pela Netflix.

No esporte, a pressão foi maior. A receita do segmento subiu 1%, para US$ 4,91 bilhões, mas o lucro operacional caiu 23%, para US$ 191 milhões, afetado por custos de direitos esportivos e produção. A interrupção temporária dos canais da Disney no YouTube TV no outono passado também pesou, com impacto estimado de US$ 110 milhões no lucro operacional.

Projeções e recompra de ações

Para o ano fiscal de 2026, a Disney disse estar no caminho para recomprar US$ 7 bilhões em ações, projetou crescimento de dois dígitos no lucro ajustado por ação e geração de US$ 19 bilhões em caixa operacional. A unidade de experiências deve crescer de forma “modesta” no próximo trimestre, diante de custos de pré-lançamento de novos cruzeiros e da pré-inauguração do World of Frozen na Disneyland Paris.

A divulgação do balanço ocorre em meio às discussões sobre a sucessão de Bob Iger. O conselho se reúne nesta semana e deve votar no novo CEO, segundo fontes ouvidas pela CNBC. A empresa já indicou que o anúncio ocorrerá no primeiro trimestre.

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