Juan Carlos Escotet: economista tem patrimônio estimado em US$ 7,4 bilhões (Redes Sociais/Reprodução)
Repórter de Mercados
Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 14h32.
Mesmo com uma das maiores reservas de petróleo do planeta, a Venezuela emplaca apenas um nome na lista de bilionários da Forbes em 2025. O economista e banqueiro Juan Carlos Escotet, fundador do banco Banesco e CEO da holding europeia Abanca, aparece com patrimônio estimado em US$ 7,4 bilhões — o equivalente a cerca de R$ 40 bilhões. No ranking global da revista, ocupa a 430ª posição.
A fortuna de Escotet dobrou no último ano, em um movimento que contrasta com a profunda crise econômica e política vivida pela Venezuela, marcada por hiperinflação, sanções internacionais e colapso do poder de compra da população.
No sábado, 3 de janeiro, a capital venezuelana foi palco de uma ofensiva internacional. Uma operação conduzida pelo governo dos Estados Unidos, sob comando do presidente Donald Trump, resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, levados a Nova York sob acusação de envolvimento com tráfico internacional de drogas, segundo as autoridades americanas.
Juan Carlos Escotet começou no setor financeiro aos 17 anos, como office-boy do Banco Unión. Formado em economia em 1986, fundou sua própria corretora, que anos depois se fundiria com o mesmo Banco Unión onde iniciou a carreira.
A união entre as duas instituições foi o ponto de partida para a criação do Banesco, hoje um dos maiores grupos bancários da Venezuela.
A expansão fora da Venezuela começou em 2012, com a compra do tradicional Banco Echeverría, na Galícia, Espanha. Logo depois, Escotet adquiriu também o banco português Abanca, que se tornaria o braço europeu do grupo.
Em 2024, o Banesco ampliou sua atuação na Espanha. No ano seguinte, em dezembro de 2025, a subsidiária do grupo nos Estados Unidos comprou uma carteira de investimentos da Small Business Administration (SBA), totalizando US$ 95 milhões.
A operação reforçou a presença do banco na Flórida e em Porto Rico — regiões onde vivem grandes comunidades de venezuelanos — e consolidou a estratégia de crescimento em mercados fora da América do Sul.