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Bolsas asiáticas fecham em queda acentuada

As ações foram influenciadas pelo polêmico resgate bancário do Chipre retomou as preocupações sobre a crise da dívida da Europa


	Na China continental, o índice Xangai Composto caiu 1,7%, para 2.240,02 e o índice Shenzhen recuou 1,2%, para 922,57 pontos
 (Getty Images)

Na China continental, o índice Xangai Composto caiu 1,7%, para 2.240,02 e o índice Shenzhen recuou 1,2%, para 922,57 pontos (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 18 de março de 2013 às 06h34.

Tóquio - Os mercados de ações asiáticos fecharam em forte queda nesta segunda-feira, uma vez que o polêmico resgate bancário do Chipre retomou as preocupações sobre a crise da dívida da Europa.

O Chipre propôs um imposto sobre os depositantes bancários do país para diminuir os custos do resgate, o que, se aprovado pelo parlamento do país, marca a primeira vez que tal estratégia será implementada em cinco anos da crise da zona do euro.

A mudança pode prejudicar a confiança dos poupadores em todo o bloco e adicionar mais insatisfação popular sobre a gestão da crise.

"A sensação é de que a crise do euro pode estar de volta e que é possível ver o contágio. É por isso que você está vendo a reação do mercado hoje", disse Shane Oliver, diretor de estratégia de investimentos e economista-chefe da AMP Capital, em Sydney. "Mas eu suspeito que vamos ouvir garantias de outros países de que o Chipre é diferente e, portanto, que esse plano não vai será aplicado em outros lugares."

A diminuição das preocupações sobre a Europa tem sido uma grande base para os ativos de risco, como ações asiáticas e o câmbio nos últimos meses.

Até agora, neste ano, o antigo continente já pesou sobre a confiança dos investidores uma vez, quando os temores de um impasse político na Itália causaram uma onda de vendas na região asiática. Este foi outro lembrete de que a Europa ainda é capaz de sacudir os mercados globais.

As ações na China terminaram em queda, embora a reação tenha sido mais extrema em Hong Kong, onde o índice Hang Seng perdeu 2%, aos 22.083,36 pontos. Na China continental, o índice Xangai Composto caiu 1,7%, para 2.240,02 e o índice Shenzhen recuou 1,2%, para 922,57 pontos.


Os investidores na China ainda estão digerindo a nova formação do Conselho de Estado, o gabinete nacional. Para os mercados, foi notável a nomeação do presidente do Banco da China, Xiao Gang, que vai substituir Guo Shuqing como o chefe do órgão regulador de valores mobiliários. Guo foi um forte defensor da reforma do mercado financeiro.

O Banco da China perdeu 1,7% em Xangai. As corretoras também recuaram, com a Haitong Securities em queda de 2,9% e a Citic Securities caindo 2,1%.

Influenciados pela Europa, o índice S&P / ASX 200, da Bolsa de Sydney, caiu 2,1%, para 5.015,40 pontos e o índice Kospi, da Coreia do Sul, cedeu 0,9%, para 1.968,18 pontos.

Em Taipé, o índice Taiwan Weighted recuou 1,4%, para 7.814,23 pontos, puxado para baixo também pelos fracos resultados do índice de sentimento do consumidor dos Estados Unidos referente ao mês de março divulgado na sexta-feira.

O índice de sentimento do consumidor dos EUA, medido pela Reuters/Universidade de Michigan, caiu para 71,8 na leitura preliminar de março, de 77,6 na leitura final de fevereiro. O resultado ficou bem abaixo das expectativas dos analistas ouvidos pela Dow Jones, que esperavam uma leitura de 78,0.

As ações nas Filipinas terminaram o pregão em terreno negativo, uma vez que os investidores continuaram a realizar lucros. O índice PSEi caiu 1,8%, para 6536,18, com volume pesado de negociação.

"Talvez o Chipre tenha sido o gatilho hoje, mas esperávamos uma correção do mercado, especialmente nesta época do ano, quando temos a Semana Santa (Páscoa) e a temporada de pagamento do imposto (prazo até 15 de abril)", disse Joseph Roxas, presidente da Eagle Equities. As informações são da Dow Jones.

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