Queda do dólar e alta das commodities: as maiores apostas da Alaska Asset

Gestora aumentou exposição a óleo e gás em julho; Petrobras era sua maior posição no setor, pelo menos, até abril
 (Germano Lüders/Exame)
(Germano Lüders/Exame)
Guilherme Guilherme
Guilherme Guilherme

Publicado em 08/08/2022 às 14:21.

Última atualização em 08/08/2022 às 14:34.

A Alaska Asset tem investido pesado no setor de commodities, que segue como uma das maiores posições da carteira de ações da gestora de Luiz Alves Paes de Barros e Henrique Bredda.

Tal concentração contribuiu para que os principais fundos da gestora superassem a performance do Ibovespa em julho, segundo carta a investidores referente ao período.

O Alaska Black Institucional rendeu 5,07% no mês, enquanto o Ibovespa subiu 4,69%. O fundo tem mais de 60.000 cotistas, o maior em número de investidores entre os independentes focados em ações. O desempenho do Alaska Black BDR Nível I, foi positivo em 7,12% no mês.

A grande contribuição para os desempenhos dos fundos, segundo a gestora, veio das posições no setor de petróleo e gás, que ganharam participação no portfólio de ações da Alaska em julho. Do lado negativo, ficaram as posições em minério, que foram reduzidas.

As ações em que estão as maiores apostas da gestora não foram reveladas.

Em abril, data referente à última publicação da carteira na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Suzano (SUZB3) e Gerdau (GGBR4) eram as maiores posições da gestora em commodities, representando cerca de 40% do patrimônio do Alaska Black BDR Nível I.

Posições compradas em bolsa via mercado de opções e vendidas em taxas de juros de médio prazo também contribuíram para o desempenho do Alaska Black BDR em julho. A Alaska ainda afirmou que o fundo segue apostando na queda do dólar frente ao real.

Estratégia semelhante foi adotada pelo fundo multimercado Alaska Range, que encerrou julho com retorno de 1,43%.

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