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Como fazer uma reserva de emergência?

Aprender a montar uma reserva de emergência é fundamental não só quem quer começar a investir

Dinheiro (Gabriel Vergani / EyeEm/Getty Images)

Dinheiro (Gabriel Vergani / EyeEm/Getty Images)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 22 de fevereiro de 2023 às 13h58.

Reserva de emergência é algo fundamental para qualquer pessoa, pois ajuda a cuidar de imprevistos que possam ocorrer com você e sua família.

Por isso, aprender a montar uma reserva de emergência é fundamental não só quem quer começar a investir, mas também para aqueles que já são mais avançados e já têm ativos investidos na bolsa de valores.

Afinal, de nada adianta investir se for preciso tirar o dinheiro a todo momento para eventualidades. Por isso, leia o artigo abaixo e saiba como criar sua reserva financeira!

O que é reserva de emergência?

A reserva de emergência é uma quantia de dinheiro mantida para lidar com despesas imprevistas ou inesperadas. Essa reserva pode ajudar a evitar o endividamento ou a necessidade de recorrer a empréstimos caso ocorram gastos desnecessários.

Sendo assim, agora que já se definiu o que é reserva de emergencia, é preciso saber que geralmente se recomenda que as pessoas tenham pelo menos três a seis meses de despesas essenciais.

Por exemplo: aluguel ou parcela do imóvel, contas de água, luz, telefone, etc. e despesas planos de saúde.

Além disso, esse dinheiro deve ser armazenado em uma conta que possa ser facilmente acessada em caso de emergência.

Por fim, muitas pessoas dizem que a construção da reserva de emergência é algo que deve ser feito antes mesmo de começar a investir.

Como montar uma reserva de emergência?

De fato, montar uma reserva de emergência pode ser um processo simples, mas requer o planejamento apropriado.

Veja abaixo algumas etapas que você pode seguir para montar uma reserva financeira do jeito certo.

1. Listar as despesas fixas

Em primeiro lugar, é preciso fazer uma lista de todas as despesas fixas, como aluguel, contas de água, luz e gás, plano de saúde, entre outros.

Isso, de fato, vai ajudar a definir quanto dinheiro é preciso manter na reserva de emergência. Isso é fundamental até mesmo antes de pensar em investir em fundos imobiliários ou ações, por exemplo.

2. Definir um valor de reserva

Em segundo lugar, vale a pena determinar quanto é preciso ter em sua reserva de emergência para cobrir despesas imprevistas, como gastos com saúde ou demissão do trabalho.

Por exemplo, é possível saber reserva de emergencia como calcular seguindo uma simples regra: algumas recomendações sugerem que a reserva de emergência deve ser suficiente para cobrir pelo menos três a seis meses de despesas.

No entanto, em outros casos, é possível até ter um ano de gastos na reserva, caso a pessoa em questão seja um empreendedor ou trabalhador autônomo.

3. Escolher onde guardar o dinheiro

O ideal é que se busque um ativo que mantenha o poder de compra do dinheiro, seja fácil de sacar e tenha alta liquidez. Por isso, existem várias opções para renda de emergência.

Sendo assim, vale a pena pesquisar por algum tipo de ativo no qual seja possível pelo menos não perder o dinheiro para a inflação.

Dependendo do ativo selecionado, pode ser preciso criar uma conta em um banco novo ou em uma corretora. Hoje em dia, existem muitas opções de instituições financeiras que permitem um cadastro gratuito e totalmente feito através da internet.

4. Planejar aportes financeiros

Em seguida, o indivíduo precisa estabelecer uma meta de poupança para atingir seu objetivo de reserva de emergência.

Sendo assim, é possível fazer isso deduzindo uma porcentagem da renda mensal para poupar. Dependendo do valor poupado, a reserva de emergência pode demorar mais ou menos tempo para ficar completa.

Em alguns casos, pode ser interessante buscar formas de fazer renda extra para acelerar o processo de juntar esse dinheiro.

5. Reavaliar regularmente a reserva

Por fim, depois de definir reserva de emergencia onde investir, vale a pena reavaliar a reserva de emergência regularmente e fazer ajustes, se necessário.

Por exemplo: se o indivíduo se casou ou teve um filho, pode ser preciso ter uma reserva maior. Além disso, o aumento de despesas fixas (seja por uma mudança, um financiamento ou algo do tipo) pode exigir essa reavaliação.

Onde deixar a reserva de emergência?

Por fim, resta saber onde deixar a reserva de emergência, pois alguns ativos não são propícios para esta função.

De fato, os melhores ativos para deixar uma reserva de emergência são aqueles que são fáceis de liquidar e têm baixo risco de perda de valor, além de pelo menos manter o valor de compra do dinheiro.

Portanto, algumas opções comuns incluem:

1. CDBs

Em primeiro lugar, os Certificados de depósito bancários (CDBs) são ativos de renda fixa emitidos por bancos. De forma geral, esses ativos oferecem taxas de juros mais elevadas do que contas correntes.

Vale notar que o ideal é que o investidor encontre um CDB de liquidez diária e que renda pelo menos 100% do CDI. Muitas contas digitais oferecem essa opção de rentabilidade.

2. Tesouro Selic

Além disso, o Tesouro Selic é um ativo muito seguro, uma vez que é emitido pelo governo brasileiro.

Além disso, possuem alta liquidez e são lastreados na taxa Selic, garantindo uma rentabilidade próxima à taxa básica de juros da economia, fato que torna este ativo ideal para uma reserva de emergência.

3. Fundos de Renda Fixa

Por fim, fundos de renda fixa também são uma possibilidade para construir uma reserva. Esses fundos investem em títulos de renda fixa de curto prazo e geralmente oferecem alta liquidez e baixo risco de perda de valor.

Principais perguntas sobre reserva de emergência

A poupança é um bom lugar para deixar uma reserva de emergência?

Apesar da poupança possuir alta liquidez e ter baixo risco, ela geralmente rende abaixo da inflação e, portanto, não mantém o poder de compra do indivíduo. Por isso, pode ser benéfico alocar uma reserva de emergência em um CDB ou Tesouro Selic, por exemplo.

É bom deixar o dinheiro da reserva de emergência em ações e FIIs?

Deixar dinheiro de reserva de emergência em ações ou FIIs pode ser uma medida arriscada, pois o valor de ativos de renda variável como esses pode flutuar e diminuir o poder de compra do indivíduo.

Vale a pena deixar a reserva de emergência no exterior?

Apesar de algumas moedas estrangeiras, como dólar e euro, serem mais estáveis do que o real, é possível ter perdas de valor por causa do câmbio. Por isso, vale a pena deixar a reserva de emergência na moeda local.

Ainda tem dúvidas sobre a construção da reserva de emergência? Leia nossos outros artigos para saber mais:

O que é 100% do CDI e quanto essa porcentagem rende? 
Quanto rende 1 milhão na poupança? 
Como juntar 4 mil reais em 3 meses?

Acompanhe tudo sobre:Guia de Investimentos

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