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7 Investimentos melhores que a poupança

É importante conhecer os diversos tipos de investimentos, qual a sua rentabilidade e quais são os riscos associados a cada um deles

 (Getty/Getty Images)

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Da Redação

22 de dezembro de 2022, 15h45

Quais os investimentos melhores que a poupança? Essa é a dúvida de muitos investidores na hora de escolher um produto financeiro para alocar o seu capital.

Por isso, é importante conhecer os diversos tipos de investimentos, qual a sua rentabilidade e quais são os riscos associados a cada um deles.

Veja abaixo algumas investimentos que são melhores que a poupança, além de entender suas particularidades, qual investimento rende mais e para quem cada tipo de ativo é mais apropriado:

1. Tesouro Direto

O tesouro direto é o nome dado ao programa do governo federal que permite que investidores pessoas físicas consigam investir em títulos de dívida pública.

Nessa modalidade de investimento, o investidor empresta seu dinheiro ao governo, que promete uma rentabilidade previsível no momento da alocação de capital.

De fato: investir no tesouro direto é mais rentável do que a poupança (pois sua rentabilidade é maior) e também é mais seguro, pois o risco da dívida é o menor do Brasil, uma vez que seria necessário que o governo federal não pagasse suas dívidas. 

Entretanto, essa modalidade é bastante diversa: existem títulos de curto, médio e longo prazo. Alguns pagam juros semestrais e outros apenas acumulam os rendimentos. 

Por fim, alguns possuem uma rentabilidade prefixada e outros entregam uma rentabilidade acima do benchmark do mercado.

Por isso, é importante conhecer os diversos títulos públicos no tesouro direto para entender qual deles é mais apropriado para cada tipo de investidor.

Essa é uma das possíveis respostas para quem se pergunta qual o melhor lugar para se guardar dinheiro, por causa de sua segurança e versatilidade de títulos.

2. CDB

CDB é a sigla para certificado de depósito bancário. É um tipo de título privado que é negociado entre os bancos – ou seja, o investidor que aloca capital em um CDB está emprestando seu dinheiro para que bancos efetuem suas operações.

Assim como é o caso do tesouro direto, existem vários CDBs diferentes. Por exemplo: existem  CDBs que pagam 100% do CDI e possuem liquidez diária (ou seja, pagam apenas o valor referente ao benchmark e podem ser sacados a qualquer dia).

Por outro lado, existem CDBs que pagam 110%, 120% ou mais do CDI, mas possuem menor liquidez – ou seja, o investidor não pode sacar quando quiser, devendo permanecer com o dinheiro na instituição por um período de tempo maior. 

Portanto, entender os diversos tipos de CDBs é importante na hora de montar um portfólio de investimentos.

Para o investidor que se pergunta onde investir meu dinheiro para render mais 2023, essa é uma opção simples, pois muitos bancos já oferecem CDBs de liquidez diária em suas contas digitais.

3. LCIs e LCAs

LCI é a sigla para letra de crédito imobiliária, e LCA é a sigla para letra de crédito do agronegócio. São investimentos em que se empresta dinheiro para empresas dos setores imobiliário e agropecuário, respectivamente.

Apesar de serem investimentos de áreas distintas, eles possuem muitas similaridades: em primeiro lugar, ambos estão isentos do pagamento de Imposto de Renda.

Além disso, são investimentos que costumam pagar mais do que outros investimentos de renda fixa, como CDBs, Tesouro Direto e poupança. 

No entanto, há uma contrapartida: geralmente, é necessário um capital inicial maior para alocar capital nesses investimentos. Também costuma ser necessário manter o investimento por períodos de tempo maiores, de forma que a liquidez desses investimentos é mais baixa.

4. Fundos de investimentos

Fundos de investimentos são uma forma de investir através de uma equipe qualificada que faz uma curadoria dos investimentos para o investidor.

Existem fundos de renda fixa, fundos de renda variável, fundos cambiais, entre vários outros tipos que investem em diferentes ativos.

Inclusive, há fundos que investem com muito mais autonomia na hora da seleção de ativos, combinando renda fixa e variável num só fundo. Tudo depende da estratégia do fundo de investimentos.

Caso o investidor decida alocar capital em um fundo de investimentos, deve buscar duas informações importantes. 

Em primeiro lugar, precisa saber qual é a estratégia do fundo se ela é apropriada para o perfil do investidor em questão.

Em segundo lugar, o investidor deve atentar-se às taxas e verificar se elas são compatíveis com o mercado e se compensam considerando a rentabilidade do fundo.

5. ETFs

ETFs (sigla para exchange traded funds) são fundos de investimentos que seguem uma estratégia passiva, geralmente acompanhando um benchmark ou algum tipo de ativo.

Ainda que o mercado de ETFs nos EUA seja muito maior do que no Brasil, há cada vez mais opções para se investir em bons ETFs no país que tenham taxas atrativas. 

Entre os ETFs disponíveis na bolsa brasileira, estão o BOVA11 (que replica o índice Ibovespa, das ações na bolsa de valores do Brasil), o IVVB11 (que replica o S&P 500, benchmark do mercado dos Estados Unidos) e o HASH11 (que replica um benchmark do mercado de criptomoedas).

6. Fundos Imobiliários

Fundos imobiliários são um tipo particular de fundo que merecem uma categoria própria por conta de suas especificidades.

Em um fundo imobiliário, o gestor aloca capital em ativos imobiliários, sejam imóveis físicos (conhecidos como fundos de tijolos) ou  em recebíveis, letras de crédito e outros ativos imobiliários (conhecidos como fundos de papel).

O diferencial dos fundos imobiliários, além do foco no setor de imóveis, é a distribuição de dividendos mensais, prática comum nesse mercado.

Dessa forma, o investidor pode alocar seu capital nesses ativos e, com isso, ver seus dividendos crescer mês a mês. Isso traz crescimento de patrimônio e uma renda passiva recorrente.

7. Ações

Ações representam uma pequena parte da empresa. Sendo assim, o portador de 1% das ações de uma empresa possui 1% dessa empresa. 

No entanto, existem ações que dão direito a voto (conhecidas como ações ordinárias) e ações que não dão direito a voto, mas recebem mais dividendos (conhecidas como ações preferenciais). Cada investidor deve avaliar a mais apropriada para si.

É possível investir em diversos tipos de ações no Brasil e no mundo todo. Para investir em ações no exterior, é possível alocar capital em BDRs, que são certificados de posse dessas ações. Também é possível investir diretamente através de uma corretora nos Estados Unidos.

As ações estão entre os investimentos de renda variável mais famosos entre investidores, uma vez que podem multiplicar o capital de forma relevante caso seja feita uma boa seleção de ativos – no entanto, trata-se de um investimento para aqueles com perfil mais arrojado.

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