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Restituição do IR: como investir de acordo com seus objetivos

Analista do BTG Pactual digital dá dicas do que fazer com o montante pago pela Receita e indica os melhores investimentos disponíveis no mercado

Restituição do IR pode ser uma boa para quem quer começar a investir. (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Restituição do IR pode ser uma boa para quem quer começar a investir. (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

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Juliano Passaro

28 de julho de 2021, 19h22

Na próxima sexta-feira, 30, a Receita Federal libera o terceiro lote de restituição do imposto de renda 2021. A ordem dos pagamentos é definida pela data de transmissão da declaração. Para saber se você receberá o valor nesta data, basta consultar o site da Receita Federal. E caso tenha recebido o valor referente ao exercício de 2021, ou esteja na fila para receber, vale traçar um plano para este montante que vai entrar em sua conta.

A EXAME Invest conversou com a analista de fundos do BTG Pactual digital, Juliana Machado, que deu dicas de alocação para o valor da restituição, considerando os três perfis de investidores: arrojado, moderado e conservador.

Mas antes de pensar onde investir o dinheiro, é importante destacar que, independentemente do perfil do investidor, é preciso sempre pensar na composição da carteira como um todo, e não de só um produto específico. Além disso, é imprescindível que o investidor tenha uma reserva de emergência.

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Perfil arrojado: onde investir a restituição do IR?

O investidor que possui um perfil arrojado tende a procurar a maior rentabilidade possível em seus investimentos. Por isso, ele, geralmente, assume riscos maiores. Segundo Juliana Machado, para estes, são indicados produtos voltados para ações (papéis de empresas).

“Quando você tem um perfil arrojado, por exemplo, sua prioridade, depois de montar a reserva, é migrar para um produto de ações, um fundo de ações, um fundo long biased, um fundo multimercado com volatilidade maior. Se o seu perfil é arrojado, sua prioridade vai ser ter um produto em ações”, destaca.

Mesmo assim, Machado salienta que isso não quer dizer que o investidor não tenha de ter produtos ligados à inflação, ao câmbio, ao ouro, crédito privado, entre outros. “Nunca deixe de pensar na carteira como um todo”, afirma.

Quem possui um perfil arrojado, geralmente, tem uma perspectiva de utilizar os recursos no longo prazo, não tendo de utilizá-los no momento. Por isso, o valor recebido na restituição de IR pode ser usado para tomar um risco maior.

Nesse caso, Juliana Machado explica que faz sentido optar por produtos como: fundos de ações ou fundos de investimentos internacionais. “O BTG Pactual digital, por exemplo, distribui o Fundsmith, que é um fundo value investing global. Ele não olha só para o Brasil, mas para as melhores e mais vencedoras empresas no mundo inteiro", diz ela.

"Esse fundo foi criado pelo oráculo da Inglaterra, conhecido como o Warren Buffett inglês, chamado Terry Smith. Um cara muito voltado para investimentos de longo prazo em empresas vencedoras. É um fundo muito simples. Ele simplesmente compra as melhores empresas do mundo”, destaca a especialista do BTG.

Perfil moderado

Para quem tem esse perfil, a estratégia muda um pouco. O investidor deve conciliar a preservação de capital com a tomada de risco, segundo a especialista do BTG.

Juliana Machado explica que esse tipo de perfil dificilmente vai querer algo que o exponha a uma volatilidade de bolsa, por exemplo, que está ao redor de 30%. Mas, com certeza, vai querer tomar um certo risco para conseguir uma rentabilidade maior do que o investidor conservador.

“Alguns fundos que têm concentração em bolsa oscilam entre 20% e 25%, e a volatilidade dos produtos que se encaixam mais no perfil moderado vai ficar perto dos 10%. Neste caso, estamos falando dos produtos multimercado, porque eles não estão concentrados em bolsa, muito embora possam ter retornos por estar investindo em bolsa de valores”, explica Machado.

“Esse não é o único foco de um investimento em multimercado. Então, de alguma maneira, o investidor vai diluir esse impacto de bolsa de valores que a pessoa com perfil arrojado não consegue. Então, de qualquer forma, ele também dá um passo a mais em relação ao investidor conservador, que está exposto a uma volatilidade que não está nem perto de 5%”, complementa.

As indicações feitas por Juliana Machado para quem se enquadra no perfil moderado são: investimentos nos fundos Kapitalo Kappa e Kapitalo Zeta – dois fundos que pertencem à mesma gestora (Kapitalo) com diferentes volatilidades. Eles são formados por 12 books.

“A diferença é que o Zeta tem volatilidade de 12% e só está disponível para investidores qualificados, já o Kappa tem volatilidade de 7% e pode ser acessado por qualquer investidor. Eles são os mais antigos fundos da Kapitalo e estão disponíveis na plataforma do BTG Pactual digital”, destaca Machado.

Perfil conservador

Esse investidor não possui apetite ao risco e não consegue administrar a tomada de risco como alguém com perfil arrojado, por exemplo. Mas, mesmo nesse caso, Machado recomenda que o investidor tenha o mínimo de patrimônio em ações.

“Essa pessoa tem de ter pelo menos 1% ou até 5% em ações. Isso faz com que ela não fique tão frustrada. A questão é a concentração”, diz. “Indicaria um produto de crédito privado, um de renda fixa pós-fixada ligada ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI), não à inflação”, afirma.

Machado explica que produtos ligados à inflação, dentro da renda fixa, são para quem quer dar um passo a mais, sendo algo um pouco mais fora da curva para o perfil conservador.

“Os produtos de renda fixa pós-fixada atrelados ao CDI são de crédito privado, mas do segmento das melhores pagadoras, das empresas que têm a melhor qualidade de crédito e também são bem conservadores. São interessantes para quem quer buscar uma volatilidade baixa”, afirma.

Os indicados, que estão na plataforma do BTG, são: o fundo Arx Vinson – produto voltado para o público em geral, investe em dívida privada e está sujeito ao risco de crédito dessas empresas – e o Arx Everest.

O Arx Everest é um fundo que tem como objetivo a valorização de suas cotas acima da variação do CDI, por meio da aplicação dos recursos em uma carteira diversificada de ativos financeiros e outras modalidades operacionais disponíveis no âmbito do mercado financeiro.

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