Inteligência Artificial

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Quem são os profissionais de cargos que não existiam há dois anos

A expansão da inteligência artificial está criando funções que combinam tecnologia, negócios, supervisão e conhecimento especializado

Novos cargos surgem com a expansão da IA nas empresas (Getty Images/Reprodução)

Novos cargos surgem com a expansão da IA nas empresas (Getty Images/Reprodução)

Publicado em 17 de setembro de 2026 às 06h02.

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Há poucos anos, títulos como engenheiro de agentes de IA, gerente de governança de IA e supervisor de agentes praticamente não faziam parte das estruturas corporativas.

Agora, essas funções começam a aparecer justamente porque as empresas precisam de profissionais capazes de implementar, acompanhar e controlar tecnologias que passaram a executar tarefas cada vez mais complexas.

O Fórum Econômico Mundial aponta a governança, os dados e a segurança entre os campos que estão abrindo novas ocupações ligadas à IA.

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Engenheiro de agentes de IA

A popularização dos agentes, capazes de planejar etapas, utilizar ferramentas e executar tarefas, criou uma demanda específica por profissionais que saibam construir e acompanhar esses sistemas.

O engenheiro de agentes trabalha com integração de ferramentas, organização das etapas executadas pela IA, mecanismos de segurança e pontos em que uma pessoa precisa assumir o controle.

A função aparece entre as especializações em crescimento no mercado de 2025 e 2026.

Gerente de governança de IA

Nem todo desafio está na programação. Conforme empresas utilizam IA para lidar com informações e tomar decisões, alguém precisa estabelecer regras para seu uso.

O gerente de governança de IA atua na interseção entre tecnologia, negócio e conformidade. Entre suas atribuições estão avaliar riscos, acompanhar regras aplicáveis e ajudar a definir como os sistemas devem ser utilizados dentro da organização.

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Supervisor de agentes

Se agentes passam a executar tarefas, também surge a necessidade de profissionais responsáveis por acompanhar esse trabalho.

O chamado supervisor de agentes monitora os sistemas, analisa situações em que eles precisam de intervenção humana e coordena o funcionamento de equipes formadas por pessoas e agentes.

Profissionais que ensinam e avaliam a IA

Outra frente envolve quem trabalha diretamente na avaliação dos resultados produzidos pela tecnologia.

Treinadores de IA e profissionais de anotação de dados ajudam a fornecer avaliações e informações utilizadas no desenvolvimento e no aprimoramento dos sistemas.

O movimento mostra que as novas funções não estão restritas à engenharia. Conhecimentos de comunicação, análise, gestão, direito e outras áreas também podem ser combinados com IA para atender necessidades que surgiram dentro das empresas.

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O que muda para quem já tem uma carreira

A criação desses cargos não significa que profissionais de outras áreas precisem abandonar suas especialidades para trabalhar com tecnologia. Muitas das novas funções surgem justamente da combinação entre conhecimento de uma área e domínio de IA.

Um profissional de comunicação, por exemplo, pode compreender processos de conteúdo e, ao mesmo tempo, aprender a estruturar fluxos com agentes. Alguém de direito pode atuar na análise de riscos e regras para o uso da tecnologia. A vantagem profissional está nessa combinação.

Os cargos ainda estão em formação e seus nomes podem mudar conforme as empresas definem suas estruturas. A habilidade que permanece é a capacidade de entender o próprio trabalho e identificar onde a IA pode ser aplicada, supervisionada e aprimorada.

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