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China cria primeiro padrão mundial para IA que interpreta sinais cerebrais

Em aplicações médicas, a tecnologia pode ser usada para identificar intenções do paciente e permitir a interação com dispositivos externos

IA: sistemas precisam ser treinados com grandes volumes de dados de eletroencefalograma (Magnific/Reprodução)

IA: sistemas precisam ser treinados com grandes volumes de dados de eletroencefalograma (Magnific/Reprodução)

China2Brazil
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Agência

Publicado em 14 de setembro de 2026 às 18h18.

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A China aprovou o primeiro padrão mundial para dispositivos médicos de interface cérebro-computador que utilizam inteligência artificial para processar dados de eletroencefalograma (EEG). A norma estabelece critérios para coleta, processamento, rotulagem, armazenamento e acesso aos dados usados por esses sistemas.

O padrão foi aprovado pela Administração Nacional de Produtos Médicos e entrará em vigor em 1º de setembro de 2027. Segundo o órgão, este é o terceiro padrão chinês voltado a dispositivos médicos de interface cérebro-computador.

Esses equipamentos captam sinais da atividade cerebral e utilizam algoritmos para interpretá-los. Em aplicações médicas, a tecnologia pode ser usada para identificar intenções do paciente e permitir a interação com dispositivos externos.

Para funcionar, os sistemas precisam ser treinados com grandes volumes de dados de eletroencefalograma. A qualidade dessas informações influencia tanto o desempenho dos algoritmos quanto a segurança dos pacientes.

Novo padrão mira qualidade dos dados

A norma cria requisitos comuns para todo o processo de preparação dos conjuntos de dados usados no desenvolvimento dos dispositivos, desde a coleta até o armazenamento e o acesso às informações.

Segundo a Administração Nacional de Produtos Médicos, um dos problemas atuais do setor é a falta de critérios uniformes para avaliar a qualidade desses dados e para organizar sua preparação.

Com o novo padrão, empresas e centros de pesquisa passam a ter uma referência comum para desenvolver e testar sistemas de interface cérebro-computador que utilizam inteligência artificial.

A autoridade chinesa informou ainda que adotou um processo acelerado para elaborar e aprovar a norma diante do avanço das pesquisas e do desenvolvimento de dispositivos médicos nessa área.

Fonte: Ith Home

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