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Llama 3 e GPT-4o estão entre os modelos capazes de auxiliar desenvolvedores na escrita de código e na resoluço de problemas lógicos (Imagem gerada por IA)
Redação Exame
Publicado em 25 de agosto de 2026 às 06h05.
Escolher uma inteligência artificial para programar vai muito além de pedir que ela escreva algumas linhas de Python. No trabalho cotidiano, a ferramenta precisa interpretar requisitos, encontrar erros, propor soluções e, em problemas mais complexos, conseguir mudar de estratégia quando a primeira tentativa falha.
Entre os modelos que ganharam espaço nessa disputa estão o Llama 3 70B Instruct, da Meta, e o GPT-4o, da OpenAI.
Os dois apresentam bons resultados em programação e raciocínio, mas os próprios testes divulgados pelas empresas mostram que cada um tem características diferentes.
O Llama 3 70B Instruct, uma versão específica e altamente otimizada do modelo, foi desenvolvido para tarefas de diálogo e geração de texto e código.
Nos testes publicados pela Meta, alcançou 81,7% no HumanEval, benchmark que avalia a capacidade de completar funções de programação, e 93% no GSM8K, conjunto de problemas matemáticos que exige raciocínio em várias etapas.
Os números colocam o modelo em uma posição competitiva para quem precisa escrever funções, corrigir trechos de código ou trabalhar com problemas lógicos.
Há ainda uma característica que pesa para desenvolvedores: o Llama pode ser executado e adaptado em diferentes infraestruturas, seguindo os termos da licença disponibilizada pela Meta.
Isso dá mais liberdade para empresas que desejam controlar a implementação do modelo em vez de depender exclusivamente de uma plataforma fechada.
O GPT-4o também apresenta desempenho relevante em tarefas de programação. Na avaliação publicada pela OpenAI, o modelo obteve 63% de aprovação em uma entrevista de programação da própria empresa e 19% no SWE-Bench, teste voltado à resolução de problemas reais em repositórios de software.
A avaliação também mostrou uma característica interessante: o GPT-4o conseguia corrigir alguns erros durante tentativas sucessivas, mas tinha dificuldade para abandonar uma estratégia que não estava funcionando.
Em tarefas mais complexas, portanto, acertar o código inicial não é suficiente; a capacidade de revisar o caminho adotado também faz diferença.
Os resultados disponíveis não permitem declarar um vencedor absoluto porque os benchmarks e as condições dos testes não são idênticos.
Ainda assim, os números divulgados pela Meta mostram um desempenho particularmente forte do Llama 3 70B em HumanEval e GSM8K.
A escolha depende do tipo de problema. Para quem pretende experimentar um modelo com maior liberdade de implementação, o Llama 3 pode ser uma alternativa interessante.
Já o GPT-4o oferece uma experiência integrada em uma plataforma pronta para uso e combina programação com outras modalidades de interação.
Também vale olhar além dos números. O Llama 3 70B tem contexto de 8 mil tokens e foi lançado como um modelo estático, treinado com dados até dezembro de 2023. O GPT-4o, por sua vez, foi desenvolvido como um modelo multimodal, capaz de trabalhar com texto, áudio e imagem, além de código.
Para quem quer apenas escrever ou revisar código, ambos podem cumprir bem a função. Quando entram na equação integração, infraestrutura, ferramentas disponíveis e necessidade de personalização, a decisão fica mais específica.
Por isso, em vez de procurar uma IA que seja melhor em absolutamente tudo, o desenvolvedor ganha mais ao escolher o modelo de acordo com o problema que precisa resolver e o ambiente em que vai trabalhar.