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Anthropic: companhia criou a Ode, uma joint venture com a Blackstone, Hellman & Friedman, Goldman Sachs (Imagem gerada por IA/Exame)
Repórter
Publicado em 16 de julho de 2026 às 12h59.
A corrida da inteligência artificial (IA) pode estar entrando em uma nova fase. Para a Anthropic, criadora do Claude, o próximo mercado de US$ 1 trilhão não será o desenvolvimento de modelos mais poderosos, mas a implementação da tecnologia nas empresas.
Para explorar essa oportunidade, a companhia criou a Ode, uma joint venture com a Blackstone, Hellman & Friedman, Goldman Sachs e outros investidores. A empresa foi lançada em maio com avaliação de US$ 1,5 bilhão e será dedicada a desenvolver soluções de IA para clientes corporativos.
A proposta é ajudar empresas a integrar inteligência artificial aos seus processos, produtos e sistemas internos. Para isso, a Ode reúne cerca de 100 engenheiros que trabalham em projetos personalizados em parceria com a equipe de IA aplicada da Anthropic.
"É fácil imaginar isso como uma empresa de US$ 1 trilhão algum dia, se executarmos bem", afirmou Chris Taylor, CEO da Ode, ao TechCrunch.
A companhia seguirá uma estratégia Claude-first, priorizando a tecnologia da Anthropic, mas poderá utilizar modelos concorrentes quando fizer mais sentido para o cliente.
A Anthropic não está sozinha nessa aposta. A OpenAI também criou uma empresa voltada à implementação de inteligência artificial em grandes organizações, indicando que a competição entre os laboratórios começa a ir além da criação de modelos.
A estratégia também coloca as desenvolvedoras em concorrência direta com consultorias como Accenture e Deloitte, que montaram equipes especializadas para implantar IA em empresas.
A aposta é que, nos próximos anos, o diferencial competitivo deixará de ser apenas o modelo mais avançado e passará a ser a capacidade de transformar inteligência artificial em resultados concretos para os negócios.