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Redatora
Publicado em 6 de abril de 2026 às 13h37.
A disputa global por liderança em inteligência artificial ganhou um novo capítulo — e com mudança de protagonismo. Modelos chineses de linguagem dominaram completamente o ranking global de uso, ocupando as seis primeiras posições em consumo de tokens.
O movimento indica não apenas avanço tecnológico, mas uma estratégia mais ampla de escala, custo e integração da IA à economia real.
Segundo dados da plataforma OpenRouter, que agrega diferentes modelos de linguagem (LLMs), os seis modelos mais utilizados globalmente na última semana analisada são chineses.
Entre os destaques está a série Qwen 3.6, da Alibaba:
Quem não aprender IA agora tende a ficar para trás nos próximos anos. Veja a explicação prática de uma especialista; clique aquiNo total, o uso global de modelos de IA atingiu 27 trilhões de tokens no período, um crescimento de 18,9% em relação à semana anterior.
Desse volume:
É a quinta semana consecutiva em que a China supera os EUA em uso de IA.
O avanço não é resultado de um único fator, mas de uma combinação estratégica. Segundo especialistas da Academia de Ciências Sociais de Pequim, a China tem integrado rapidamente seus modelos de IA em plataformas de alto uso, como:
Além disso, políticas agressivas de preços — incluindo acesso gratuito — reduziram barreiras de entrada e aceleraram a adoção.
Outro ponto relevante é o crescimento dos chamados agentes de IA, que executam tarefas mais complexas e consomem mais tokens por operação.
A vantagem chinesa também está na base tecnológica.
O país tem investido fortemente em:
Segundo a agência estatal Xinhua, o governo chinês já planeja expandir ainda mais sua capacidade computacional com novos projetos de infraestrutura voltados à IA.
Esse modelo permite maior volume de processamento com menor custo — um fator decisivo na escalabilidade da tecnologia.
Diferente de outros mercados, onde a IA ainda é majoritariamente experimental, a China tem avançado na aplicação prática da tecnologia. Modelos de linguagem estão sendo incorporados diretamente em operações do dia a dia, gerando demanda contínua e uso intensivo.
Esse fator pode ser mais determinante do que a própria capacidade técnica dos modelos. Relatórios de instituições como McKinsey já apontam que a adoção em escala — e não apenas inovação — será o principal diferencial competitivo na IA.
O avanço chinês reforça uma mudança importante no equilíbrio global de tecnologia. Até recentemente, empresas americanas como OpenAI, Google e Anthropic lideravam a narrativa da IA.
Agora, a China passa a disputar não apenas inovação, mas também escala e adoção. A competição deixa de ser apenas tecnológica e passa a envolver: