Inteligência Artificial

Microsoft aposta em Azure e novo Copilot para sustentar crescimento em IA

Bank of America projeta alta de 16,2% na receita trimestral e vê expansão da nuvem como principal gatilho para valorização das ações

André Lopes
André Lopes

Repórter

Publicado em 28 de abril de 2026 às 16h39.

A Microsoft entra na temporada de resultados com foco concentrado em dois pilares da sua estratégia de inteligência artificial: o crescimento do Azure, sua divisão de nuvem, e a ampliação do uso comercial do Copilot, ferramenta de produtividade baseada em IA generativa.

O Bank of America estima que a empresa registre receita de US$ 81,4 bilhões no terceiro trimestre fiscal de 2026, o que representaria crescimento de 16,2% na comparação anual. A expectativa do banco é próxima do consenso de Wall Street e reforça a importância da infraestrutura de nuvem para o desempenho do papel.

Segundo o analista Tal Liani, o principal indicador a ser observado será a velocidade de expansão da capacidade computacional disponível e seu impacto sobre o Azure. No trimestre anterior, a divisão cresceu 38% em moeda constante.

A própria Microsoft afirmou que esse avanço poderia ter superado 40% caso não houvesse limitações de capacidade computacional, o que elevou a atenção do mercado sobre novos investimentos em infraestrutura.

Entre os movimentos recentes, a empresa lançou o Maia 200, nova geração de seu acelerador próprio para inferência em inteligência artificial, apresentado em janeiro. O chip faz parte da tentativa de reduzir dependência de fornecedores externos e fortalecer sua estrutura para cargas de trabalho em IA.

Outra mudança relevante foi a nomeação de Jacob Andreou como vice-presidente executivo do Copilot, reforçando a centralidade do produto na estratégia corporativa.

Em março, a Microsoft também lançou o Copilot Cowork, nova versão da ferramenta voltada para delegação e execução de tarefas com múltiplas etapas, inicialmente no programa Frontier, de acesso antecipado.

Bank of America mantém recomendação de compra para ações

Mesmo com a queda acumulada de cerca de 13% no ano, o Bank of America reiterou recomendação de compra para os papéis da Microsoft e estabeleceu preço-alvo de US$ 500.

O banco considera que o crescimento sustentado de receita e a manutenção das margens justificam um múltiplo mais elevado que o de concorrentes do setor. A avaliação também reflete a expectativa de que Azure e Copilot continuem sendo os principais motores da tese de investimento da companhia.

Para o mercado, o próximo balanço deve mostrar se a empresa consegue transformar a liderança em IA em crescimento operacional consistente.

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