Inteligência Artificial

OpenAI recusa projetos por falta de capacidade computacional em 2026

CFO Sarah Friar afirma que empresa está deixando oportunidades de lado porque não consegue expandir infraestrutura na mesma velocidade da demanda

O Codex, da OpenAI, permite criar código por meio de comandos de voz — inclusive para usuários sem conhecimento técnico (Getty Images)

O Codex, da OpenAI, permite criar código por meio de comandos de voz — inclusive para usuários sem conhecimento técnico (Getty Images)

André Lopes
André Lopes

Repórter

Publicado em 28 de abril de 2026 às 16h41.

Última atualização em 28 de abril de 2026 às 16h44.

A OpenAI afirmou que está recusando oportunidades de negócios em 2026 por falta de capacidade computacional suficiente para sustentar a expansão de seus produtos de inteligência artificial. A limitação foi confirmada pela CFO Sarah Friar durante entrevista à CEO da ARK Invest, Cathie Wood.

"Estamos fazendo escolhas muito difíceis neste momento e deixando de perseguir algumas oportunidades porque não temos capacidade computacional suficiente", disse Friar. Segundo ela, a escassez de infraestrutura se tornou um dos principais gargalos operacionais da empresa neste ano.

A executiva afirmou que passa boa parte do tempo tentando encontrar capacidade disponível de última hora para atender a demanda crescente por IA. O problema reflete uma restrição mais ampla do setor: mesmo as empresas mais avançadas estão limitadas pelo acesso a chips, servidores e centros de processamento de dados.

"Se você não tem capacidade computacional, você não tem receita", afirmou a CFO, resumindo o peso estratégico da infraestrutura no atual ciclo de expansão da inteligência artificial.

O presidente da OpenAI, Greg Brockman, reforçou a avaliação em entrevista ao podcast Big Technology. Segundo ele, a companhia não consegue construir capacidade no mesmo ritmo em que a demanda cresce.

A empresa atende atualmente cerca de 900 milhões de consumidores e mais de 1 milhão de empresas, o que amplia a pressão sobre a infraestrutura. Para tentar garantir expansão futura, a OpenAI concluiu recentemente uma rodada de financiamento de US$ 122 bilhões.

Friar afirmou que parte relevante dessa captação está ligada justamente à necessidade de garantir acesso antecipado a capacidade computacional nos próximos anos, por meio de contratos de longo prazo.

Escassez de infraestrutura virou limite para crescimento da IA

O cenário mostra que, mesmo com o avanço acelerado da inteligência artificial, o crescimento do setor ainda depende de um fator tradicional: disponibilidade de hardware.

A expansão de modelos de IA exige grande volume de processamento em data centers, centros de dados responsáveis por treinamento e operação dos sistemas. A falta dessa estrutura passou a limitar receita, lançamentos e até a estratégia comercial das empresas.

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