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Mais da metade dos empreendedores quer investir em IA no próximo ano, aponta estudo (Magnific/Reprodução)
Jornalista
Publicado em 17 de julho de 2026 às 14h13.
A inteligência artificial está ganhando espaço na estratégia das pequenas e médias empresas brasileiras. Uma pesquisa da Loggi, realizada em parceria com a Opinion Box, mostra que 55% dos empreendedores pretendem investir na tecnologia nos próximos 12 meses. O levantamento indica que a IA já não é vista apenas como apoio para marketing, mas também como ferramenta para gestão, vendas e análise de dados.
Embora marketing e produção de conteúdo continuem liderando as intenções de investimento, com 61% das respostas, a pesquisa mostra uma mudança importante. A tecnologia começa a ocupar funções ligadas ao planejamento e à operação das empresas.
Entre os entrevistados, 46% pretendem investir em IA para gestão e planejamento, enquanto 40% querem utilizá-la em vendas e 37% em análise de dados. Também aparecem áreas como desenvolvimento de produtos e logística, indicando uma expansão do uso da tecnologia em diferentes etapas do negócio.
Segundo Juliana Fracchia, diretora-executiva de Receitas e Clientes da Loggi, "A IA deixou de ser uma aposta e passou a ser uma alavanca de crescimento para as PMEs na gestão de suas vendas online."
O levantamento mostra que os empreendedores buscam soluções que entreguem resultado rápido e sejam simples de implementar.
Os fatores mais considerados na escolha de ferramentas são custo-benefício, facilidade de uso e ganho de produtividade. Em seguida aparecem aspectos como segurança de dados, integração com sistemas já existentes e reputação do fornecedor.
Esse comportamento acompanha uma tendência observada em diferentes estudos internacionais. Relatórios recentes de consultorias como McKinsey e Deloitte apontam que empresas de menor porte têm priorizado ferramentas de IA capazes de automatizar tarefas repetitivas, organizar informações e apoiar decisões com base em dados.
Outro dado relevante é que a inteligência artificial começa a apoiar atividades tradicionalmente menos digitalizadas, como desenvolvimento de produtos e operações logísticas.
De acordo com Juliana Fracchia, "Os dados mostram que o empreendedor busca soluções com resultado rápido e fácil implementação." Ela afirma que a integração entre sistemas de gestão, plataformas de vendas e logística pode ampliar a eficiência operacional quando combinada ao uso estratégico da IA.
Na prática, isso significa utilizar algoritmos para prever demanda, organizar estoques, analisar o comportamento dos consumidores e automatizar parte do atendimento ao cliente.
Para negócios que estão iniciando, especialistas costumam recomendar aplicações simples e de baixo custo.
Entre os exemplos estão ferramentas para criação de conteúdo, atendimento automatizado, organização financeira, análise de vendas e geração de relatórios. Com o amadurecimento do uso da tecnologia, a empresa pode expandir sua aplicação para processos mais complexos.
O importante é definir um problema específico que a inteligência artificial possa ajudar a resolver antes de escolher uma plataforma.
A pesquisa reforça que a inteligência artificial vem se consolidando como uma ferramenta de apoio às decisões empresariais. O foco dos investimentos deixa de estar concentrado apenas em ações de divulgação e passa a incluir processos ligados à produtividade, planejamento e crescimento do negócio.
Realizado entre fevereiro e março de 2026, o levantamento ouviu mais de 150 empreendedores de e-commerce brasileiros com faturamento anual entre R$ 80 mil e R$ 5 milhões.