Inteligência Artificial

Harvard contrata inteligência artificial como professor em curso de programação

O novo ''docente'' servirá como um assistente na hora de responder perguntas, dar feedback sobre os trabalhos entregues e até identificar e explicar erros

Professor robô: iniciativa irá atender um dos cursos mais populares de programação da universidade americana (GettyImages/Divulgação)

Professor robô: iniciativa irá atender um dos cursos mais populares de programação da universidade americana (GettyImages/Divulgação)

Laura Pancini
Laura Pancini

Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial

Publicado em 29 de junho de 2023 às 17h24.

Alunos do curso introdutório de programação na faculdade de Harvard, nos Estados Unidos, terão uma ferramenta de inteligência artificial (IA) como professor assistente. A partir do próximo semestre, o "bot CS50" estará disponível para responder perguntas, dar feedback dos trabalhos entregues e até identificar e explicar erros em linhas de código.

Curso "diferentão"

De acordo com o professor do curso, David J. Malan, a esperança é que um dia a IA generativa possa oferecer aulas "individuais" para cada aluno, disponíveis "24 horas por dia, 7 dias por semana". "[Os alunos] podem aprender no próprio ritmo e estilo que funciona melhor para eles", explica. Malan espera que o tempo gasto anteriormente seja substituído por interações "mais significativas" entre alunos e professores.

Mas há riscos em confiar totalmente numa IA para resolver linhas de código complexas ou identificar todos os erros. Os modelos do ChatGPT, por exemplo, ainda são novos demais e passível de erro. Por isso, o professor ressalta que as primeiras versões da IA podem "ocasionalmente ter desempenho inferior".

Segundo informações do jornal estudantil Harvard Crimson, o curso introdutório de programação "CS50" é uma das classes mais populares da plataforma online da universidade. O edX foi feito em colaboração entre o MIT e Harvard e recentemente vendida por US$ 800 milhões, de acordo com o site Futurism.

“Vamos deixar claro para os alunos que eles devem sempre pensar criticamente ao receber informações como entrada”, disse Malan ao Crimson. “Seja de humanos ou software”.

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