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IA e bolsas inflam clube dos milionários e número de ricos bate recorde mundial

Relatório internacional aponta que fortuna acumulada por mais ricos cresceu 8,7% no último ano, impulsionada pelo recuo da inflação e pelo boom tecnológico

Concentração de renda: Apenas 1% do topo da pirâmide financeira detém mais de um terço de toda a riqueza mundial mapeada (Deagreez/Getty Images)

Concentração de renda: Apenas 1% do topo da pirâmide financeira detém mais de um terço de toda a riqueza mundial mapeada (Deagreez/Getty Images)

Publicado em 4 de junho de 2026 às 13h37.

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O clube dos milionários globais ganhou muitos novos membros no último ano. Impulsionados pela recuperação das bolsas de valores e pelo controle gradual da inflação global, a quantidade de pessoas ricas e o volume de suas fortunas registraram marcas inéditas no ano passado.

Os dados foram revelados pelo levantamento internacional "World Wealth Report", divulgado pela empresa de consultoria Capgemini nesta quinta-feira, 4. Para o estudo, a classificação de indivíduos ricos considera aqueles que possuem patrimônio disponível para investimento superior a 1 milhão de dólares, desconsiderando o valor de imóveis de residência principal.

Em termos absolutos, a população global de milionários saltou 7,9%, alcançando a marca de 25,3 milhões de indivíduos. Esse avanço representa a entrada de cerca de 2 milhões de novos ricaços no mercado em comparação ao ano anterior.

O motor da IA e a concentração de patrimônio

A engenharia por trás desse crescimento meteórico tem nome e sobrenome: inteligência artificial (IA). O apetite do mercado de capitais por empresas ligadas à inovação tecnológica injetou bilhões de dólares nas carteiras dos investidores, servindo como o principal pilar de enriquecimento em quase todas as regiões monitoradas.

O patrimônio somado desse grupo teve uma expansão de 8,7%, atingindo a cifra recorde de 98,3 trilhões de dólares. Trata-se da maior aceleração anual registrada pela consultoria desde 2018. Contudo, o relatório faz um alerta sobre a disparidade na distribuição desses recursos.

A riqueza acumulada segue extremamente concentrada no topo da pirâmide: uma fatia seleta de apenas 1% dos milionários do planeta é dona de 34,8% de todo o montante financeiro calculado.

O mapa da riqueza pelo mundo

O comportamento econômico desenhou cenários distintos entre os continentes, destacando o avanço asiático e a estabilidade em outras frentes:

  • Ásia-Pacífico: Liderou a expansão com alta de 9,4% no número de ricos, puxada pelo mercado bilionário de semicondutores na China e no Japão.
  • América do Norte: Registrou alta de 9,1%. Somente os Estados Unidos viram o surgimento de 736 mil novos milionários.
  • Europa e América Latina: A zona europeia cresceu 6,5%, enquanto o território latino-americano teve uma variação tímida de 0,3%.
  • Oriente Médio: Foi a única região com retração (-1,4%), reflexo direto da instabilidade e da queda nos preços do petróleo no período anterior.

Na ala mais restrita dos super-ricos — pessoas com mais de 30 milhões de dólares para investir —, o crescimento mundial também foi de 9,4%. Esse grupo seleto agora é composto por aproximadamente 250 mil cidadãos ao redor do globo. Para consolidar os dados, a pesquisa realizou entrevistas com mais de 6,5 mil investidores de alta renda.

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