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Google leva Gemini ao Chrome e transforma navegador em centro de inteligência artificial

Ferramenta chega a PCs, celulares e será integrada ao Workspace; disputa por navegadores com IA cresce com OpenAI, Perplexity e Anthropic

André Lopes
André Lopes

Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 18 de setembro de 2025 às 15h51.

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O Google começou a liberar o uso do Gemini, seu modelo de inteligência artificial generativa, dentro do navegador Chrome. A novidade, anunciada em um blog oficial nesta quinta-feira, 18, está disponível para computadores com Windows e Mac nos Estados Unidos e também para dispositivos móveis.

Com o recurso, usuários poderão pedir ao Gemini para explicar conteúdos de páginas, cruzar informações entre diferentes abas ou executar tarefas dentro de uma mesma janela — como marcar uma reunião no Google Calendar ou buscar vídeos no YouTube.

“Estamos evoluindo o navegador para ajudar você a tirar o máximo da web — de formas que nem imaginávamos possíveis há poucos anos”, escreveu Rick Osterloh, vice-presidente sênior de plataformas e dispositivos da companhia. Segundo ele, a promessa é manter a “velocidade, simplicidade e segurança” que tornaram o Chrome dominante.

O movimento reflete a tentativa do Google de defender seu principal ponto de contato com os usuários frente à pressão de novas startups de IA. Navegadores e buscadores se tornaram peças centrais na disputa pela supremacia em inteligência artificial, já que concentram o acesso à informação online. Nos últimos meses, rivais lançaram produtos com a mesma ambição.

A OpenAI apresentou o Operator, um agente capaz de usar o navegador para realizar tarefas como compras no Instacart, e estuda lançar seu próprio browser baseado no código aberto do Chromium. A Anthropic estreou um agente com o Claude, acessível via navegador, enquanto a Perplexity lançou em julho o Comet, disponível para assinantes pagos.

Esse cenário foi um dos motivos pelos quais o Departamento de Justiça dos EUA buscou, em seu processo antitruste, forçar a venda do Chrome. Embora a Justiça tenha decidido a favor do Google, o juiz considerou que o avanço da IA mudou radicalmente a paisagem competitiva do setor.

 

Gemini ganha integração profunda e “agente pessoal”

No caso do Google, a estratégia é usar o Gemini como um motor que conecta serviços já consolidados. Dentro do Chrome, será possível interagir com apps como YouTube, Maps e Calendar sem mudar de aba. A novidade também chegará ao Workspace, pacote corporativo de produtividade, com garantias adicionais de proteção de dados.

A empresa anunciou ainda os chamados recursos de IA agentiva — sistemas que funcionam como serviços personalizados capazes de executar tarefas específicas. Batizado internamente de Project Mariner, o recurso permitirá que o Gemini agende um corte de cabelo, faça pedidos de supermercado ou organize compromissos recorrentes.

Acompanhe tudo sobre:GoogleChrome

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