Inteligência Artificial

Patrocinado por:

logo-totvs-preto

Google DeepMind transforma o cursor do mouse em agente de IA com Magic Pointer

Tecnologia desenvolvida pelo laboratório de pesquisa do Google aciona o Gemini sem necessidade de digitar prompts; recurso já está disponível no Chrome

Magic Pointer: nova tecnologia do Google com Gemini chega ao Google Chrome

Magic Pointer: nova tecnologia do Google com Gemini chega ao Google Chrome

Maria Eduarda Cury
Maria Eduarda Cury

Colaboradora

Publicado em 13 de maio de 2026 às 12h03.

Priorizar nos meus resultados Google

O laboratório Google DeepMind revelou os detalhes técnicos em volta da tecnologia Magic Pointer, desenvolvida para uso nos futuros laptops Googlebook. A proposta é simples e ambiciosa ao mesmo tempo: em vez de o usuário precisar abrir uma janela de chat para interagir com inteligência artifcial, o Gemini passa a estar disponível diretamente no ponteiro do mouse de maneira funcional em qualquer aplicativo.

O objetivo da equipe de pesquisa é que o cursor não apenas reconheça o que está sendo apontado, mas também compreenda como aquilo é relevante para o usuário naquele momento. A lógica inverte o modelo atual: em vez de o usuário levar seu contexto até a IA, a IA acompanha o usuário onde ele já está. "Durante décadas, os computadores apenas rastrearam para onde estávamos apontando. A IA agora também pode entender para o que o usuário está apontando", comentou a empresa em artigo oficial. 

O cursor que lê a tela

Magic Pointer do Google. Crédito: Google/Reprodução

O sistema foi construído sobre quatro princípios: manter o fluxo de trabalho sem interrupções, combinar gesto e fala, aproveitar a naturalidade dos pronomes demonstrativos ("isto" e "aquilo") e transformar pixels em entidades acionáveis. Isso significa que a tecnologia consegue converter o que aparece na tela em objetos identificáveis pelo modelo, como datas, lugares e imagens que auxiliam a compreensão da maneira de agir.

Na prática, isso significa que apontar o cursor para uma tabela e pedir um gráfico, ou selecionar uma foto de um cômodo e perguntar como ficaria com um sofá novo, passa a ser suficiente sem a necessidade de descrever o contexto em texto. Conforme a empresa, a tecnologia destaca os "princípios fundamentais que norteiam nosso pensamento sobre as futuras interfaces de usuário" e permite o compartilhamento de demonstrações experimentais de um ponteiro com IA".

A tecnologia já está disponível hoje no navegador Google Chrome: ao apontar para qualquer trecho de uma página, o usuário pode acionar o Gemini para comparar produtos, visualizar objetos em ambientes ou obter resumos, sem precisar alternar entre abas ou janelas. Adicionalmente, 2 protótipos interativos voltados para edição de imagens e buscas em mapas estão disponíveis para testes no Google AI Studio.

Os laptops da linha Googlebook, que serão os primeiros da Big Tech a serem lançados com a tecnologia, chegarão no segundo semestre de 2025. Os produtos também terão funcionalidades inéditas, como Cast My Apps e Create My Widget, mas não devem substituir a linha Chromebook.

Acompanhe tudo sobre:TecnologiaInteligência artificialChromeGoogle

Mais de Inteligência Artificial

Model drift: este pode ser o motivo da IA que você usa estar “pior”

Os 5 sinais de que uma IA está mentindo para você, segundo o ChatGPT

Demanda por fluência em IA cresce 11 vezes na América Latina; veja o que aprender

Sua profissão será automatizada pela IA até 2030?