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'Gestores de pessoas operam melhor a inteligência artificial', diz CEO da Daytona (Ivan Burazin/Business Insider)
Jornalista
Publicado em 23 de setembro de 2026 às 14h29.
Em publicação do veículo Business Insider, o CEO da empresa de tecnologia Daytona, Ivan Burazin, revelou um padrão no mercado corporativo. Segundo o executivo, profissionais com experiência prévia em gestão de pessoas apresentam desempenho muito superior ao orientar ferramentas de inteligência artificial.
Na avaliação do fundador, o ato de instruir um agente digital exige a definição clara de entradas e saídas esperadas. Líderes habituados a direcionar colaboradores conseguem delegar tarefas com mais eficiência do que técnicos sem experiência em liderança.
A rotina da Daytona ilustra essa transformação no trabalho diário. Na empresa sediada em Nova York, cada um dos 16 engenheiros opera em média cinco agentes digitais, eliminando a necessidade de escrever código do zero.
Entretanto, engenheiros sem bagagem de liderança tendem a enfrentar frustrações ao interagir com sistemas automatizados. De acordo com Burazin, profissionais focados apenas na execução individual presumem que o sistema entenderá suas intenções sem direcionamento detalhado.
"Percebemos que pessoas que gerenciam pessoas e entendem como comunicar o que desejam, entradas versus saídas, são muito melhores na operação de agentes", disse Ivan Burazin ao Business Insider.
O executivo destaca que a habilidade fundamental envolve alinhar expectativas antes de iniciar a execução. Quem já liderou times entende a importância de estruturar instruções objetivas para alcançar o objetivo desejado.
Definição explícita do resultado esperado
Detalhamento das etapas de execução
Redução de ambiguidades na instrução
Acompanhamento contínuo dos resultados
Quando esse alinhamento falha, os sistemas podem apresentar erros e quebrar processos. Por outro lado, Burazin ressalta que gestores sem conhecimento técnico também perdem utilidade, defendendo um perfil profissional focado em liderança humana e prática operacional.
Essa dinâmica tem permitido manter equipes enxutas sem comprometer a agilidade dos projetos corporativos. Ao multiplicar a capacidade de cada colaborador por meio da automação, a contratação de novos funcionários passa a ser mais criteriosa.
Estudo da consultoria Gartner indica que a clareza no alinhamento de processos é indispensável para o sucesso de tecnologias autônomas. A análise reforça que a comunicação eficiente entre humanos e máquinas reduz o retrabalho nas organizações.
Com isso, a evolução dos agentes de IA transforma a capacidade de gestão em um ativo central para a produtividade corporativa.