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Como designers estão usando Canva e Figma com IA sem perder o controle criativo

Recursos de IA aceleram rascunhos, edição e tarefas repetitivas, enquanto o profissional continua responsável pelas escolhas visuais

Canva e Figma incorporam IA para acelerar etapas do processo de criação visual (Imagem gerada por IA)

Canva e Figma incorporam IA para acelerar etapas do processo de criação visual (Imagem gerada por IA)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 26 de setembro de 2026 às 07h10.

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Um designer pode começar um projeto hoje descrevendo uma ideia em poucas frases e receber, em minutos, uma primeira composição editável. A partir daí, cores, tipografia, imagens, espaçamento e hierarquia podem ser ajustados manualmente.

A IA encurta o caminho até o primeiro resultado, mas as decisões que definem se aquele resultado funciona continuam nas mãos de quem está criando.

Canva e Figma incorporaram recursos para trabalhar dessa maneira. As plataformas permitem gerar propostas, modificar elementos e automatizar etapas que antes consumiam tempo, criando um fluxo em que a IA participa da execução sem necessariamente assumir a direção visual.

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No Canva, comece pelo briefing

O Canva reúne recursos de IA para gerar designs a partir de uma descrição, editar imagens e transformar elementos já existentes.

A plataforma também lançou o Canva IA 2.0, que pode criar designs em camadas editáveis a partir de um comando e manter elementos separados para que alterações pontuais não desmontem o restante da composição.

A partir de um comando simples, é possível iniciar um projeto.

Exemplo de prompt: “crie uma apresentação para o lançamento de um curso de finanças, com visual sóbrio e espaço para três gráficos”.

A IA produz uma primeira versão. Depois, entra o trabalho de direção: escolher o que permanece, trocar imagens, ajustar a identidade visual, corrigir proporções e eliminar elementos desnecessários.

Outro recurso útil está na edição de imagens. É possível selecionar uma área e pedir alterações específicas, como substituir um objeto ou modificar o fundo.

Isso reduz etapas operacionais sem impedir que o designer faça o acabamento manualmente.

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No Figma, use a IA para explorar possibilidades

O Figma segue uma lógica semelhante. O First Draft ("primeiro rascunho", em tradução livre) transforma uma descrição em um design editável de uma interface, permitindo explorar rapidamente diferentes caminhos antes de construir tudo do zero.

A ferramenta pode sugerir uma estrutura inicial para uma página de preços, um aplicativo ou um site. Depois, o designer pode pedir alterações por texto ou mexer diretamente em cor, tipografia, espaçamento e outros elementos.

O Figma também oferece recursos para reescrever, encurtar e traduzir textos dentro do próprio arquivo, além de ferramentas que automatizam tarefas como organização de camadas.

Já o Figma Make permite transformar prompts e designs existentes em protótipos funcionais e aplicações web.

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O que continua sendo trabalho do designer

A velocidade da geração não resolve uma questão fundamental: uma composição pode estar tecnicamente pronta e ainda ser ruim.

Cabe ao profissional avaliar se a hierarquia visual está clara, se a tipografia combina com o projeto, se as cores respeitam a identidade da marca e se a interface facilita a tarefa que o usuário precisa realizar.

Por isso, um fluxo eficiente tende a separar exploração e decisão.

A mudança está menos em entregar o processo criativo à IA e mais em deslocar parte do tempo gasto na execução para etapas em que o olhar profissional faz diferença.

Quanto mais fácil fica produzir uma primeira versão, maior pode ser o espaço para comparar, testar e refinar antes da entrega.

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