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A pergunta simples que melhora muito as respostas do ChatGPT, segundo especialistas (Unsplash/Reprodução)
Jornalista
Publicado em 24 de setembro de 2026 às 13h42.
Quem usa o ChatGPT no trabalho costuma começar a interação diretamente pela tarefa: “escreva um e-mail”, “analise este relatório” ou “crie uma apresentação”. Mas uma pergunta simples antes do pedido pode ajudar a tornar a resposta mais adequada: “Para quem é isso e qual é o objetivo?”
A lógica está relacionada a uma das principais recomendações de especialistas em engenharia de prompts, técnica usada para estruturar instruções para modelos de inteligência artificial. A OpenAI recomenda informar a tarefa, o contexto, o público e o resultado esperado para obter respostas mais relevantes.
Uma mesma solicitação pode exigir respostas completamente diferentes dependendo de quem vai receber o conteúdo.
Um profissional pode pedir: “resuma este relatório”. Sem contexto, o ChatGPT não sabe se o resumo será usado por um diretor, por uma equipe técnica ou em uma apresentação para clientes.
Uma instrução mais específica seria: “Resuma este relatório para uma reunião com a diretoria. Destaque os principais riscos, resultados e pontos que exigem decisão, em até cinco tópicos”.
Nesse segundo caso, a ferramenta recebe informações sobre tarefa, público e resultado esperado. Esses elementos ajudam a reduzir ambiguidades e orientar a resposta.
Antes de enviar um pedido ao ChatGPT, vale responder mentalmente a três pontos:
A própria OpenAI recomenda especificar o público, o objetivo e o formato desejado. A orientação vale para tarefas como escrever documentos, analisar informações e preparar materiais profissionais.
Imagine que um profissional de marketing precise analisar os resultados de uma campanha. Em vez de escrever apenas “analise estes dados”, ele pode informar:
“Analise os dados de uma campanha de marketing digital. O público da apresentação é a diretoria. Identifique os três principais resultados, possíveis problemas e duas recomendações. Apresente em tópicos curtos.”
O pedido fornece contexto suficiente para que o modelo entenda não apenas a tarefa, mas também como a informação será utilizada.
A recomendação também pode ser aplicada a e-mails, relatórios, pesquisas, apresentações, planejamento e revisão de documentos.
Outra orientação dos especialistas é não tratar o primeiro pedido como definitivo. Se a resposta não estiver adequada, o usuário pode continuar a conversa e especificar o que precisa ser alterado.
Pedidos como “reduza para metade”, “use linguagem mais técnica”, “considere que o público é formado por executivos” ou “transforme em uma tabela” funcionam como ajustes sucessivos.
A OpenAI recomenda justamente esse processo iterativo, no qual o usuário avalia a resposta e acrescenta contexto ou modifica as instruções.
Assim, em vez de procurar uma fórmula complexa para cada interação, profissionais podem começar com uma pergunta simples: quem precisa dessa resposta e para quê? A partir daí, fica mais fácil definir o contexto, o formato e o nível de detalhe necessários para a tarefa.