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Co-CEO do Spotify defende expansão 'controlada' de música gerada por IA na plataforma

Após acordo com Universal para desenvolver ferramenta baseada IA que permitirá aos usuários do Sportify criarem remixes, Alex Norström disse que o streaming pretender ser o que é legal e controlado dentro do conteúdo gerado por IA

Ramana Rech
Ramana Rech

Redatora

Publicado em 26 de maio de 2026 às 17h18.

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O Spotify está se expandindo em direção a música gerada por inteligência artificial. O co-CEO do streaming, Alex Norström, defendeu em entrevista ao Financial Times que os produtos “controlados” são melhores do que o chamado AI Slop, uma avalanche de conteúdo de má qualidade gerada por IA.

Na semana passada, o Spotify fechou com a gravadora Universal um acordo para que o streaming lance uma ferramenta baseada em IA que permite aos fãs criar covers e remixes de músicas.

O streaming já anunciou que, para usar a ferramenta, usuários terão de pagar um valor extra, o que irá criar “uma fonte adicional de renda para artistas e compositores, em cima do que eles já recebem no Spotify”, disse a empresa em anúncio. Ainda não foi divulgado quanto custará o acesso à ferramenta.

O executivo reconheceu que há uma reação crescente de artistas e ouvintes ao AI Slop, em um cenário que ele denominou como proveniente da “IA desalinhada”. Mas destacou que os acordos de licenciamento, os sistemas de recomendação e a ferramenta de verificação de artista tornariam a abordagem do Spotify diferente da IA Slop.

Expansão da música criada por IA

As falas do executivo vêm em um momento de expansão das ferramentas de produção de música por IA, o que tem gerado preocupação na indústria musical e processos judiciais entre as gravadoras e as startups responsáveis pela tecnologia.

No Deezer, plataforma de música concorrente do Spotify, 44% das faixas enviadas diariamente são geradas por IA, de acordo com levantamento divulgado pelo próprio streaming no mês passado.

O Spotify anunciou em setembro de 2025 ter retirado da plataforma 75 milhões de músicas que usavam IA de alguma forma. Em abril deste ano, o streaming passou a introduzir verificação para distinguir música produzida por humanos das produzidas por IA, caminho traçado também pela Apple Music.

Esse avanço resulta da popularização de ferramentas capazes de gerar áudios com voz, melodia e arranjos a partir de comandos simples. Uma das ferramentas que têm se destacado é a da startup Suno. Nela, em poucas linhas, usuários podem descrever o tipo de música que querem e até indicar o gênero, tema e referências de sonoridade.

A startup entrou em embate com as grandes gravadoras por uso indevido de música para treinamento de algoritmos. Em novembro do ano passado, a Suno fechou acordo com a Warner Music Group após uma disputa judicial em torno de direitos autorais movida pela gravadora.

Um estudo conduzido pela empresa PMP Strategy e encomendado pela Confederação Internacional de Sociedades de Autores e Compositores (CISAC, da sigla em inglês) calcula um prejuízo de R$ 60,32 bilhões ao mercado mundial se músicas forem criadas apenas com IA.

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