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Em nova reviravolta, Republicanos anuncia Cleitinho como candidato ao governo de Minas

Partido diz que senador reconheceu “equívocos”, apresentou desculpas à direção da sigla e assumiu compromisso de levar a candidatura até o fim

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Período do expediente. 

Senador Cleitinho (Republicanos-MG) em discurso à tribuna.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado (Jefferson Rudy/Agência Senado/Flickr)

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Período do expediente. Senador Cleitinho (Republicanos-MG) em discurso à tribuna. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado (Jefferson Rudy/Agência Senado/Flickr)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 7 de agosto de 2026 às 21h41.

Última atualização em 7 de agosto de 2026 às 22h08.

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O Republicanos confirmou na noite desta sexta-feira, 7, o senador Cleitinho Azevedo como candidato ao governo de Minas Gerais, em mais uma reviravolta na definição eleitoral da legenda.

O presidente nacional da sigla, deputado federal Marcos Pereira, autorizou a candidatura após ter negado, anteriormente, um pedido do parlamentar para retornar à disputa.

Em nota oficial, o partido afirma que Cleitinho reconheceu “equívocos” cometidos durante o processo e apresentou desculpas às direções nacional e estadual, à população mineira e às forças políticas envolvidas nas negociações. O comunicado não especifica quais foram os erros reconhecidos pelo senador.

Como parte do novo acordo, Cleitinho assumiu o compromisso de manter seu nome na eleição até o fim. O senador também informou que fará a campanha sem utilizar recursos do Fundo Eleitoral destinados pelo Republicanos.

A confirmação encerra, ao menos dentro da direção partidária, uma sequência de mudanças sobre os planos da legenda para o Palácio Tiradentes. Nesta quinta-feira, 6, o diretório mineiro havia informado que lançaria nomes ao governo e ao Senado, mas deixou a vaga para o Executivo estadual em aberto na ata da convenção.

Nesse cenário, ganhou força a opção pelo ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão. A intenção de lançá-lo havia sido confirmada à EXAME por integrantes da direção partidária. Falcão será candidato a vice na chapa de Cleitinho.

Em comunicado assinado pelo presidente estadual da legenda, deputado Euclydes Pettersen, a executiva mineira informou que os registros seriam apresentados dentro do calendário eleitoral. O prazo termina em 15 de agosto.

A possibilidade de Cleitinho reassumir a candidatura, porém, continuou em discussão. O senador lidera com vantagem as pesquisas de intenção de voto no estado e, nas redes sociais, republicou o comunicado do diretório mineiro com a mensagem “vem reviravolta”. Sua assessoria informou, naquele momento, que ele mantinha conversas com o comando partidário.

Desistência, pedido para voltar e negativa

O impasse começou após semanas de indefinição sobre o projeto eleitoral do senador. Cleitinho anunciou que deixaria a corrida pelo governo em razão do luto pela morte do irmão, Matheus Azevedo. Menos de 24 horas depois, pediu autorização para voltar à disputa.

Marcos Pereira rejeitou a solicitação e afirmou que o processo deliberativo da legenda já estava encerrado. Naquele momento, o Republicanos havia encaminhado apoio à candidatura de Marcelo Aro, do PP, enquanto Falcão aparecia como possível candidato a vice.

A posição mudou após novas negociações. De acordo com o comunicado desta sexta-feira, Pereira reconsiderou a negativa diante de “fatos novos”, “compromissos objetivos” e dos apelos de candidatos da legenda à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

A avaliação interna é que uma candidatura própria competitiva pode fortalecer as chapas proporcionais, grupos de candidatos que disputam vagas nos Legislativos federal e estadual. O desempenho de Cleitinho nas pesquisas também entrou no cálculo político citado pela direção.

Com a autorização de Marcos Pereira, o Republicanos volta a ter Cleitinho como seu nome para o governo mineiro e abandona, até aqui, o desenho que previa apoio a Marcelo Aro.

No comunicado, o partido afirma que o senador passa a ter a responsabilidade de cumprir os compromissos assumidos com a legenda, candidatos e aliados. “A decisão está tomada”, conclui a direção.

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