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Anthropic: dona do Claude estuda formas de desenvolver chips autorais para não perder corrida de IA (Thomas Fuller/Getty Images)
Colaboradora
Publicado em 11 de abril de 2026 às 10h10.
A Anthropic estaria analisando a possibilidade de desenvolver seus próprios chips de inteligência artificial para abastecer um mercado em ascensão. A informação foi apurada pela Reuters com três fontes próximas ao assunto. Se verídico, o movimento acompanharia o que outras grandes empresas de tecnologia começaram a fazer para reduzir a vulnerabilidade diante da escassez global de semicondutores voltados à IA.
O projeto ainda estaria em fase exploratória e a empresa não teria estabelecido uma equipe responsável para arquitetar o plano. Conversas sobre possíveis designs do suposto chip também não alcançaram fases finais, o que indica que a busca por uma fornecedora de componentes não é uma estratégia descartada. Procurada pela Reuters, a Anthropic não se pronunciou.
Hoje, a Anthropic utiliza unidades de processamento tensorial fabricadas a partir de uma parceria comercial com o Google, além de chips da Amazon, para treinar e colocar no ar seus modelos de IA. Na mesma semana em que o rumor veio à tona, a empresa anunciou um acordo de longo prazo com Google e Broadcom como parte de um compromisso maior de US$ 50 bilhões em infraestrutura computacional nos Estados Unidos. A parceria também visa ampliação de poder computacional para 3.5 gigawatts disponíveis já no início de 2027
A movimentação para negócios que possam acelerar o desenvolvimento da empresa vem após a Anthropic confirmar um crescimento na demanda do Claude, seu principal assistente de IA. Um relatório divulgado no início desta semana aponta que a receita anualizada da empresa atingiu US$ 30 bilhões, superando os US$ 9 bilhões alcançados no final de 2025.
A procura por confiança de empresas líderes no setor de tecnologia é um ponto relevante para o crescimento da Anthropic. A empresa apresentou o Claude Mythos Preview, um novo modelo de linguagem para um grupo seleto de companhias que buscam mais atenção à cibersegurança. Em nota, a Anthropic confirmou que a infraestrutura de IA será mantida com até US$ 100 milhões em créditos de uso garantidos pela companhia e US$ 4 milhões direcionados para instituições de segurança em código aberto.
Investimentos da empresa para o futuro também incluem participação em mercados como o de biotecnologia. Recentemente, a startup chefiada por Dario Amodei adquiriu a Coefficient Bio por US$ 400 milhões em busca de equipe dedicada para o desenvolvimento de IAs voltadas para pesquisas cientifícas na área da saúde. Ainda que a OpenAI tenha opinado a investidores que a rival está ficando para trás pela cautela em gastos com implementação de novidades tecnológicas, a empresa gastaria ao menos meio milhão de dólares para ter engenheiros próprios designados à produção de chips de alto nível.