Inteligência Artificial

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Antes do hype, empresas já usavam IA — mas chamavam de outra coisa

Muito antes da explosão do ChatGPT, sistemas automatizados já analisavam dados, recomendavam produtos e influenciavam decisões dentro de empresas e plataformas digitais

Muito antes do ChatGPT, empresas já utilizavam sistemas inteligentes para analisar dados e automatizar decisões (criado por ChatGPT)

Muito antes do ChatGPT, empresas já utilizavam sistemas inteligentes para analisar dados e automatizar decisões (criado por ChatGPT)

Publicado em 9 de maio de 2026 às 06h13.

A popularização do ChatGPT e de outras ferramentas generativas fez a inteligência artificial se tornar assunto constante em empresas, universidades e redes sociais. Mas, apesar da sensação de novidade, a tecnologia já fazia parte da rotina de muitas companhias há anos, mas recebia outro nome.

Antes do termo “IA” ganhar força no mercado, boa parte dessas soluções era apresentada como “algoritmos”, “automação”, “machine learning” ou simplesmente “sistemas inteligentes”.

Muito antes de os chats de IA se tornarem populares, empresas já utilizavam modelos capazes de analisar comportamento, organizar dados e prever padrões.

Plataformas de streaming recomendavam filmes com base no histórico do usuário. Aplicativos de mobilidade calculavam preços e rotas automaticamente. Bancos analisavam movimentações suspeitas para identificar possíveis fraudes.

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Tudo isso já envolvia inteligência artificial, ainda que o termo não fosse utilizado com tanta frequência no discurso público.

O que mudou com o “boom” da IA

A principal diferença é que, antes, essas tecnologias funcionavam mais “nos bastidores”. O usuário interagia com o resultado do sistema, mas não necessariamente percebia que havia inteligência artificial por trás da experiência.

Com a chegada de ferramentas generativas, como o ChatGPT, a IA deixou de ser invisível e passou a conversar diretamente com as pessoas.

Isso mudou também a forma como empresas comunicam tecnologia. Processos que antes eram apresentados apenas como automação ou análise de dados passaram a ser associados ao termo “IA”, que ganhou valor estratégico e comercial.

Em muitos casos, tecnologias antigas passaram a ser reembaladas sob o novo discurso da inteligência artificial.

Algoritmo e IA são a mesma coisa?

Nem todo algoritmo é inteligência artificial. Um algoritmo é, basicamente, uma sequência de instruções para executar uma tarefa.

Já a IA envolve sistemas capazes de aprender padrões, interpretar dados e gerar respostas com algum nível de adaptação.

Na prática, porém, a linha entre os dois conceitos nem sempre é clara para o público. Muitas empresas utilizavam sistemas de recomendação, reconhecimento de padrões ou automação avançada sem apresentar essas soluções como IA.

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Onde a IA já estava presente

Mesmo antes do hype atual, a inteligência artificial já aparecia em diferentes setores:

  • recomendações de filmes e músicas em plataformas digitais;
  • filtros de spam em e-mails;
  • reconhecimento facial em celulares;
  • sugestões de produtos em lojas online;
  • análise de crédito em bancos;
  • chatbots básicos de atendimento.

Esses sistemas analisam grandes volumes de dados e identificam padrões para automatizar respostas ou facilitar decisões.

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Com a popularização da IA generativa, o público passou a perceber a tecnologia de forma mais concreta e acessível.

Isso ampliou o interesse do mercado, acelerou investimentos e transformou a inteligência artificial em uma habilidade cada vez mais valorizada profissionalmente.

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