Inteligência Artificial

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A vez dos atendentes artificiais

Inteligência artificial ganha espaço em centrais de suporte e já mostra resultados em grandes empresas

Imagem gerada por @inventormiguel com o ChatGPT (@inventormiguel com o ChatGPT)

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Miguel Fernandes
Miguel Fernandes

Chief Artificial Intelligence Officer da Exame

Publicado em 18 de setembro de 2025 às 10h07.

Última atualização em 18 de setembro de 2025 às 10h08.

Priorizar nos meus resultados Google

Comecei a perceber uma repetição curiosa nas minhas conversas com executivos: todos falavam dos atendentes virtuais como se fossem inevitáveis. Não é mais “vamos testar um chatbot”, mas sim “como vamos escalar os agentes de IA”. E os números confirmam essa virada.

A tendência é aumentar

Estudo recente da KPMG, por exemplo, mostra que mais da metade das empresas brasileiras já usa inteligência artificial. A Microsoft encontrou algo ainda mais revelador: 74% das pequenas e médias empresas dizem já ter IA no dia a dia, e quase todas relatam melhora na satisfação dos clientes. A Cisco projeta que em 2028, 85% de todas as interações de suporte no mundo serão conduzidas por agentes de IA.

Resultados tangíveis no Brasil

Parece um futuro distante, mas não é. No Brasil, ele já começou. A Comgás implementou uma atendente de voz e conseguiu elevar em oito pontos seu NPS, além de simplificar um menu que antes tinha 17 opções e agora tem 6. O PicPay viu seu NPS saltar 45 pontos em menos de um ano com chatbots generativos. Resultados assim ajudam a entender por que a adoção virou corrida.

Empresas brasileiras investem na tendência

Conversei também com a equipe da NineGrid, que acaba de receber um novo aporte para expandir sua plataforma NIA. O foco é criar agentes virtuais que não só respondam dúvidas, mas identifiquem oportunidades de venda, resolvam tickets técnicos e saibam quando é hora de passar a bola para um humano. Testei uma demonstração e a fluidez me chamou atenção: a interação parecia natural, com respostas rápidas, personalizadas e um cuidado em não soar robótico.

Na Exame, também temos nosso agente de atendimento. O resultado foi surpreendentemente positivo: clientes atendidos mais rápido, equipe humana com menos carga de trabalho e satisfação maior. Foi uma evidência prática de que essa transformação não é teórica.

IA e robôs: o futuro do atendimento

A questão agora não é se agentes virtuais vão dominar o atendimento, mas como. As empresas estão descobrindo que eficiência é fácil, mas empatia é o desafio. A NineGrid aposta que sua NIA pode encontrar esse equilíbrio e em breve poderá ligar esse tipo de tecnologia a robôs humanoides, que não apenas respondem por telas, mas interagem no mundo real. Será uma transformação e tanto no atendimento presencial.

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