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Xbox limita horas de jogo no Game Pass e encerra era do acesso ilimitado

Mudança encerra anos de acesso ilimitado e entra em vigor em novembro; jogadores poderão pagar por horas extras além do limite mensal

Xbox One (Sezgin Pancar/Getty Images)

Xbox One (Sezgin Pancar/Getty Images)

Tamires Vitorio
Tamires Vitorio

Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 3 de setembro de 2026 às 20h13.

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A Microsoft anunciou nesta quinta-feira, 3, que vai impor limites mensais de horas de jogo em nuvem para assinantes do Game Pass, encerrando anos de acesso ilimitado ao serviço.

A mudança, que entra em vigor em novembro, faz parte de um esforço da empresa para equilibrar melhor uso e custos — jogadores poderão pagar por horas adicionais além do limite estabelecido.

"Estamos introduzindo esse modelo porque o custo de oferecer jogos em nuvem cresce à medida que mais pessoas usam o serviço e jogam por mais tempo", disse a Xbox, em post no blog oficial. "Migrar para limites mensais nos permite continuar oferecendo o serviço enquanto seguimos investindo em sua confiabilidade e desempenho. Entendemos que, para alguns jogadores, o resultado prático é um custo mais alto."

Os novos limites por plano

Assinantes do plano Game Pass Ultimate, o mais caro, a US$ 22,99 por mês, terão acesso a 15 horas de jogo em nuvem.

Já quem assina o Game Pass Premium, por US$ 14,99 mensais, terá dez horas de jogo via nuvem, enquanto o Game Pass Essential, a US$ 9,99 por mês, inclui cinco horas. A Microsoft não detalhou os valores cobrados pelas horas extras.

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Segundo a empresa, apenas 4% dos assinantes do Game Pass gastam mais tempo por mês transmitindo jogos pela nuvem — a mudança, portanto, deve afetar uma fatia pequena da base de usuários.

Quem não assina o Game Pass também poderá comprar tempo de jogo em nuvem avulso para transmitir jogos que já possui.

Parte de uma mudança maior de modelo de negócio

A decisão reflete um movimento mais amplo dentro da Microsoft. Em diferentes áreas da empresa, executivos vêm criando formas de cobrar clientes com base no uso real, para refletir melhor o custo crescente de capacidade computacional — hoje um recurso finito e cada vez mais disputado, à semelhança do que ocorre com outras gigantes de tecnologia.

Clientes de produtos de inteligência artificial (IA) como o GitHub Copilot e o Microsoft 365 Copilot já pagam, cada vez mais, com base em quanto efetivamente usam essas ferramentas.

Dentro da própria divisão Xbox, a nova CEO Asha Sharma vem avaliando mudanças no modelo de negócio para devolver a unidade ao crescimento e melhorar sua rentabilidade.

Em julho, a Xbox já havia anunciado que testaria transmissão de jogos com anúncios (ad-supported game streaming) como outra frente de monetização.

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