Economia

Preço dos alimentos no mundo sobe 2,4% por alta nas commodities

Energia, clima e oferta mais restrita sustentam alta dos alimentos

Preços dos alimentos: alta reflete impacto da energia e do cenário global (Leandro Fonseca/Exame)

Preços dos alimentos: alta reflete impacto da energia e do cenário global (Leandro Fonseca/Exame)

Publicado em 6 de abril de 2026 às 11h09.

A alta da energia no mercado internacional, puxada pela guerra no Oriente Médio, começou atingir o preços dos alimentos ao redor do mundo.

Em março, o índice global da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) subiu para 128,5 pontos, com avanço de 2,4% no mês e leve alta na comparação anual.

O movimento não ficou concentrado em um único produto. A pressão  atingiu desde grãos até proteínas e derivados.

O principal vetor dessa alta é o petróleo. Com a energia mais cara, cresce a demanda por biocombustíveis, o que muda o destino de várias commodities.

No Brasil, por exemplo, a cana pode ir mais para etanol do que para açúcar. Esse ajuste ajuda a explicar a forte alta do açúcar no mês. O mesmo vale para os óleos vegetais, que também ganharam força com a expectativa de maior uso na produção de energia.

Clima e oferta entram na conta

Além da energia, o cenário também é influenciado por questões de oferta. A seca nos Estados Unidos prejudica o trigo, enquanto o custo alto de insumos deve reduzir o plantio em outros países.

Nas carnes, o cenário é incerto. A bovina sobe com menor oferta, a suína acompanha a demanda europeia, e frango e carne ovina recuam com dificuldades logísticas, especialmente no Oriente Médio.

Para o próximo ano, a FAO projeta queda na produção global de trigo, enquanto o milho deve ter desempenho mais positivo, com boas safras em países como Brasil e Argentina.

 

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