Brasilia - DF - Distrito Federal - Banco do Brasil Foto: Leandro Fonseca data: 27/08/2024 (Leandro Fonseca/Exame)
Redação Exame
Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 18h37.
Última atualização em 11 de fevereiro de 2026 às 19h00.
O Banco do Brasil (BBAS3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões no quarto trimestre de 2025. A cifra é 40,1% menor que a registrada um ano antes, mas ficou bem acima do esperado pelo mercado: o consenso das projeções apontava para lucro de R$ 4 bilhões.
O retorno sobre patrimônio líquido (RSPL) no período foi de 12,4%. Um ano antes, o indicador de rentabilidade estava em 20,8%.
A margem financeira bruta do banco, receita com juros dos empréstimos, ficou em R$ 27,8 bilhões, com crescimento anual de 3,8%. A líquida, porém, sofreu um recuo de 43,8% na mesma base de comparação, para R$ 9,842 bilhões.
O baque foi efeito do aumento de 93,9% no custo de crédito do banco, para R$ 18 bilhões, e de 86,9% nas despesas com perdas esperadas (provisões), que atingiram R$ 19,036 bilhões no trimestre.
A receita com prestação de serviços ficou em R$ 8,8 bilhões, com declínio de 3,9%.
As despesas administrativas somaram R$ 9,9 bilhões, com alta de 4,1%.
A carteira de crédito do banco registrou crescimento de 2,5% ano a ano, somando R$ 1,286 bilhões.
Em uma ano difícil, sob efeitos da inadimplência no setor agrícola, o Banco do Brasil conseguiu cumprir suas metas com certa dificuldade. A maioria dos indicadores de 2025 ficaram próximas do piso do guidance.
A carteira de crédito em 2025 cresceu 3,1% (o guidance era de 3% a 6%) e a margem financeira bruta foi de R$ 103,1 bilhões, sendo que a projeção previa algo entre R$ 103,1 bilhões.
O lucro líquido ajustado foi de R$ 20,7 bilhões e já ficou mais próximo do teto (de R$ 18 bilhões a R$ 21 bilhões). As despesas administrativas também chegaram próximo do topo do guidance R$ 38,9 bilhões. Assim como o custo de crédito, que somou R$ 61,9 bilhões no ano.
Para 2026, o BB prevê crescimento da carteira de crédito entre 0,5% e 4,5%. O volume deve ser puxado pelo aumento na pessoa física entre 6% e 10%. A carteira de empresas deve ficar entre crescimento de 1% e queda de 3%. No agronegócio, a previsão está entre crescimento de 2% e declínio de 2%.
O custo de crédito tende a desacelerar em relação a 2025, ficando entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões. Para as despesas administrativas, é espero crescimento entre 5% e 9%.
O lucro líquido ajustado do período deve ficar entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões, de acordo com o guidance. Em 2025, o lucro anual foi de R$ 20,7 bilhões, com queda de 45,4% em relação a 2024.