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Esteves: Risco político diminuiu e eleição faz menos preço no mercado

Para o 'chairman' do BTG Pactual, eleições se tornaram menos relevantes em visões de médio e longo prazo sobre o país

André Esteves: 'percepção de que o Brasil é institucionalmente confiável' (BTG/Divulgação)

André Esteves: 'percepção de que o Brasil é institucionalmente confiável' (BTG/Divulgação)

Mitchel Diniz
Mitchel Diniz

Editor de Invest

Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 16h13.

Última atualização em 11 de fevereiro de 2026 às 16h40.

O presidente do conselho de administração do BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME), André Esteves, avalia que as eleições presidenciais se tornaram menos relevante nas decisões de investimento e o fluxo estrangeiro na bolsa, neste começo de ano, é uma prova disso.

"As eleições se tornaram menos relevantes pra crença de médio e longo prazo no país. Isso é uma enorme conquista nossa da sociedade", afirmou o chairman, durante participação no CEO Conference nesta quarta-feira, 11. 

Esteves disse que o Brasil caminha para uma eleição "50/50" e percebe que "a angústia sobre processo eleitoral no mercado financeiro ou na formação de preços dos ativos financeiros era muito maior".

"Na hora que a gente tá vendo um enorme rali de bolsa, uma enorme valorização do real, é claro que tem muito a ver com o quadro internacional, mas também tem a ver com uma percepção de que o Brasil é institucionalmente confiável", disse Esteves.

Segundo o chairman, quem sentar na cadeira da presidência a partir de 2027 não vai encontrar um cenário de terra arrasada, como em 1994 e 2017.

"A grande diferença é que quem for sentar nessa cadeira vai ver um Brasil com a inflação saindo de quatro para três (por cento), juros caindo o ano inteiro. Temos US$ 360 bilhões de reservas cambiais e o investimento direto externo maior do que o déficit em conta corrente. O desemprego é zero", afirmou.

"Sobrou uma última perna de ajuste que é a gente trazer sustentabilidade para a trajetória da dívida para 2% do PIB nas contas públicas", complementou.

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