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Ibovespa bate 11° recorde de fechamento no ano após chegar aos 189 mil pontos

Impulsionado por Vale e Petrobras, índice subiu 2,03% e renovou a máxima intradiária, sustentado por forte entrada de capital estrangeiro

Home brokers, falhas nas operações e fundos motivam a maioria das reclamações (Nilton Fukuda / Agência Basil/Agência Brasil)

Home brokers, falhas nas operações e fundos motivam a maioria das reclamações (Nilton Fukuda / Agência Basil/Agência Brasil)

Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 18h23.

O Ibovespa renovou máximas históricas nesta quarta-feira, 11, ao registrar duplo recorde no pregão. O principal índice da B3 subiu 2,03% e encerrou aos 189.699,12 pontos, novo recorde de fechamento. A marca anterior havia sido atingida na segunda-feira, 9, aos 186.242,99 pontos. Com o resultado, o indicador soma 11 recordes apenas neste início de ano.

Durante a sessão, o índice também superou a máxima intradiária anterior, de 187.333,83 pontos, registrada em 3 de fevereiro, ao tocar 190.561,19 pontos no pico do dia.

Entre os destaques, a Vale (VALE3) avançou 3,49% na sessão e já acumula alta superior a 24% no ano, desempenho acima da valorização do minério de ferro no mercado internacional.

A Petrobras (PETR3; PETR4) também contribuiu para o desempenho do índice, com as ações ordinárias em alta de 3,01% e as preferenciais com ganho próximo de 2%. Na véspera, a companhia divulgou dados de produção que mostraram avanço de 19% no fim do ano passado, em meio a um mercado de petróleo pressionado por excesso de oferta.

Para Lilian Linhares, sócia e head da Rio Negro Family Office, o mercado brasileiro tem sido mais guiado por fluxo e fundamentos do que por ruídos eleitorais. Segundo ela, janeiro registrou entrada superior a 26 bilhões de reais em capital estrangeiro na bolsa, enquanto fevereiro começou positivo, com cerca de 4 bilhões de reais na primeira semana. Esse movimento ajuda a explicar o Ibovespa próximo das máximas recentes.

No câmbio, o real permanece relativamente firme, sustentado pelo ingresso de capital externo e pelo diferencial de juros elevado no Brasil. A avaliação é que o risco eleitoral segue secundário neste momento, enquanto a principal preocupação continua sendo a trajetória fiscal no próximo mandato, independentemente de quem vença a eleição.

O ponto de atenção, segundo Linhares, é a continuidade do fluxo estrangeiro: se mantido, pode dar suporte adicional à bolsa e ao real; se desacelerar, pode abrir espaço para realização.

Já Nicolas Gass, estrategista de investimentos e sócio da GT Capital, avalia que a alta expressiva do dia também esteve relacionada à divulgação da nova pesquisa Quaest.

Pelo segundo mês consecutivo, Flávio Bolsonaro reduziu a diferença em relação a Lula, movimento interpretado pelo mercado como positivo. Na visão do estrategista, o fator eleitoral tem sido o principal impulsionador do otimismo recente, refletindo na bolsa, no dólar e na curva de juros.

Gass também destacou o cenário internacional. Nos Estados Unidos, o payroll veio muito acima do esperado, com criação de mais de 100 mil vagas, ante projeção próxima de 40 mil. Os salários vieram pressionados e a taxa de desemprego ficou abaixo do esperado.

O conjunto de dados reforça a leitura de que o mercado de trabalho segue aquecido e praticamente elimina a possibilidade de corte de juros pelo Federal Reserve em março. Segundo o FedWatch, a probabilidade maior agora é de que o primeiro corte ocorra no fim do primeiro semestre, especialmente em junho.

No pregão doméstico, as blue chips lideraram os ganhos, movimento associado ao interesse do investidor estrangeiro. Suzano e Tim subiram mais de 5%, enquanto Klabin avançou acima de 3%, impulsionadas por balanços acima das expectativas. Petrobras, Vale e grandes bancos também avançaram. Entre as quedas, a Tots recuou, em movimento associado à desvalorização do dólar, já que a companhia possui operação bastante vinculada à moeda americana.

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