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Inteligência artificial no trabalho: Pré-MBA de R$ 37 reúne fundamentos práticos em 4 aulas online (Unsplash)
Jornalista
Publicado em 22 de setembro de 2026 às 11h23.
A inteligência artificial passou a fazer parte de diferentes atividades profissionais, desde a produção de textos e análises até pesquisas, organização de informações e automação de tarefas. Para quem ainda não domina a tecnologia, o primeiro passo é entender como ela funciona e onde pode ser aplicada.
O desafio não está apenas em conhecer ferramentas como ChatGPT, Copilot ou outros sistemas generativos. É necessário saber formular comandos, avaliar respostas, identificar limitações e entender em quais situações a tecnologia pode realmente ajudar.
Aprender inteligência artificial não significa necessariamente estudar programação ou matemática avançada. Para muitos profissionais, a porta de entrada está na chamada alfabetização em IA, que envolve compreender conceitos básicos e utilizar ferramentas de forma consciente.
Entre os conhecimentos fundamentais estão:
Uma das formas mais simples de começar é identificar tarefas repetitivas ou que exigem grande volume de informação. A partir daí, ferramentas de inteligência artificial podem ser utilizadas para apoiar etapas específicas do processo.
Um profissional de marketing, por exemplo, pode utilizar IA para gerar versões iniciais de textos, organizar pesquisas ou estruturar ideias. Um analista pode recorrer à tecnologia para resumir documentos, criar categorias ou auxiliar na interpretação de informações.
Em todos esses casos, a ferramenta não elimina a necessidade de revisão. O profissional continua responsável por avaliar o resultado, conferir informações e adaptar o conteúdo ao contexto da atividade.
O domínio de uma ferramenta específica pode perder valor conforme novos modelos e aplicações são lançados. Por isso, compreender os fundamentos da inteligência artificial permite acompanhar diferentes soluções sem depender de apenas uma plataforma.
Dados do World Economic Forum mostram que IA e big data estão entre as habilidades que mais devem crescer em importância até 2030. O relatório também aponta a necessidade de ampliar iniciativas de treinamento e requalificação profissional diante das mudanças nas competências exigidas pelo mercado.
Para quem está começando, uma sequência possível é partir dos conceitos básicos antes de avançar para aplicações mais específicas.
Termos como IA generativa, modelo de linguagem, machine learning, prompt e automação aparecem com frequência no ambiente profissional. Saber o significado deles facilita a compreensão de novas ferramentas.
A qualidade das respostas depende, entre outros fatores, das instruções fornecidas. Por isso, aprender a escrever prompts claros e fornecer contexto é uma das habilidades práticas mais importantes para iniciantes.
Depois de conhecer os fundamentos, o próximo passo é observar tarefas que podem ser apoiadas por IA. A aplicação tende a ser mais útil quando parte de um problema concreto, como organizar informações, acelerar uma etapa ou gerar uma primeira versão de determinado material.
Uma resposta produzida por IA não deve ser automaticamente considerada correta. Conferência de dados, contexto, fontes e adequação ao objetivo continuam sendo etapas do trabalho profissional.
A expansão da IA não está restrita às carreiras de tecnologia. Ferramentas generativas já aparecem em atividades relacionadas a marketing, vendas, comunicação, administração, finanças, recursos humanos e outras áreas.
Isso muda também o tipo de conhecimento necessário para quem não trabalha diretamente com desenvolvimento de software. Em muitos casos, o objetivo não é criar um modelo de IA, mas saber trabalhar com ele.
Para o profissional, isso envolve combinar conhecimento da própria área com capacidade de utilizar, questionar e supervisionar ferramentas baseadas em inteligência artificial.
O aprendizado pode começar por conceitos básicos e avançar conforme surgem necessidades concretas no trabalho. A partir dessa base, torna-se possível identificar quais ferramentas fazem sentido para cada atividade e quais competências precisam ser aprofundadas.