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Guerra no Irã chega a 26 dias com novos ataques e plano de paz dos EUA

Negociações avançam com mediação internacional, mas Teerã nega diálogo direto

Oriente Médio: bombardeios seguem em Israel, Irã e Líbano enquanto Washington propõe cessar-fogo temporário. (Reprodução/AFP)

Oriente Médio: bombardeios seguem em Israel, Irã e Líbano enquanto Washington propõe cessar-fogo temporário. (Reprodução/AFP)

Publicado em 25 de março de 2026 às 06h25.

A guerra no Oriente Médio entrou no 26º dia nesta quarta-feira, 25, com novos bombardeios entre Irã, Israel e aliados regionais, apesar de uma proposta de plano de paz apresentada pelos Estados Unidos.

Mísseis e drones iranianos voltaram a atingir Israel e países do Golfo, enquanto forças israelenses intensificaram ataques contra Teerã e regiões do Líbano, ampliando a escalada militar iniciada em 28 de fevereiro.

Ao mesmo tempo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que negociações estão em curso “neste momento” para encerrar o conflito. Segundo ele, participam das tratativas o enviado especial Steve Witkoff, Jared Kushner, o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio.

Plano de paz dos EUA enfrenta resistência do Irã

De acordo com o The New York Times e a emissora israelense Channel 12, Washington propôs um plano de paz com 15 pontos, mediado pelo Paquistão.

A proposta inclui um cessar-fogo de um mês para que o Irã avalie as condições, além de exigências como limitações ao programa nuclear, interrupção do apoio a aliados regionais — como Hezbollah e Hamas — e garantia de livre navegação no Estreito de Ormuz.

Em contrapartida, o Irã teria suspensão de sanções internacionais e apoio ao seu programa nuclear civil.

Apesar disso, autoridades iranianas negam qualquer negociação direta. O presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Ghalibaf, rejeitou a existência de conversas, enquanto o governo afirma que apenas recebeu mensagens indiretas por meio de países intermediários.

Estreito de Ormuz segue no centro da crise energética

O Estreito de Ormuz permanece como ponto central da guerra, já que concentra cerca de 20% do fluxo global de petróleo.

Segundo a Organização Marítima Internacional, o Irã começou a flexibilizar parcialmente o bloqueio, permitindo a passagem de navios considerados “não hostis”. A medida foi interpretada pelos Estados Unidos como um sinal positivo nas negociações.

A restrição ao tráfego desde o início da guerra provocou forte alta nos preços da energia, com o barril de petróleo superando os 100 dólares. A expectativa de avanço diplomático chegou a derrubar as cotações, refletindo a sensibilidade do mercado ao conflito.

Ataques continuam em várias frentes

Apesar das discussões diplomáticas, os confrontos seguem intensos. A Guarda Revolucionária iraniana anunciou novos ataques contra regiões de Israel, incluindo áreas próximas a Tel Aviv, além de bases militares americanas no Golfo.

No Kuwait, um ataque com drones provocou incêndio em um depósito de combustível no aeroporto internacional, sem registro de vítimas.

Israel, por sua vez, afirmou ter realizado novas ofensivas contra “infraestruturas do regime iraniano” em Teerã e ampliou operações no Líbano, onde ao menos nove pessoas morreram em bombardeios no sul do país.

Desde o início da guerra, mais de mil pessoas morreram no Líbano e mais de um milhão foram deslocadas, segundo autoridades locais.

O envio de cerca de 3 mil soldados americanos adicionais ao Oriente Médio também foi reportado, indicando possível ampliação da presença militar dos EUA na região.

*Com EFE e AFP

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