Repórter
Publicado em 23 de outubro de 2026 às 11h55.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, afirmou que o presidente Lula decidiu enviar ao Congresso um projeto para perdoar dívidas de empresas de eventos, bares e restaurantes enquadradas no Simples Nacional. A proposta ainda não foi apresentada e seu impacto fiscal não foi divulgado. O anúncio ocorre a dois dias do segundo turno das eleições presidenciais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei para perdoar dívidas com a União de empresas de eventos, bares e restaurantes enquadradas no Simples Nacional, segundo o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira.
O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 23, após uma reunião do ministro com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a dois dias do segundo turno das eleições presidenciais.
Segundo Pereira, a proposta seguirá o modelo adotado para o perdão de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs). Poderão ser contempladas empresas enquadradas no Simples Nacional, regime tributário destinado a negócios com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.
"O presidente Lula já decidiu mandar, assim como fizemos no MEI, um projeto que perdoe as dívidas das empresas do Simples do setor de eventos. A nossa avaliação é que é um setor que foi muito penalizado nos últimos anos", afirmou o ministro.
O governo ainda não informou quando o projeto será encaminhado ao Congresso nem apresentou uma estimativa de seu impacto fiscal.
Paulo Henrique Pereira afirmou que a medida seria eficiente do ponto de vista das contas públicas porque envolve débitos considerados de difícil recuperação pela União.
Como exemplo, o ministro citou o perdão de aproximadamente R$ 15 bilhões em dívidas de microempreendedores individuais. Segundo ele, a iniciativa teve impacto fiscal estimado em R$ 1 bilhão por ano, durante três anos.
Pereira também argumentou que a regularização das dívidas permite que empresas voltem a ter acesso a oportunidades de financiamento e retomem suas atividades.
Apesar dessa avaliação, o ministro não detalhou o volume de débitos que poderá ser perdoado no setor de eventos nem o custo estimado da nova proposta.
Ele sinalizou ainda que o governo poderá estender o benefício a outros setores da economia.
O anúncio ocorre na mesma semana em que o senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial, afirmou que pretende retomar o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) caso seja eleito.
Criado em 2021, durante a pandemia de covid-19, o Perse zerou quatro tributos federais para empresas do setor de eventos.
Segundo cálculos da Receita Federal, o programa teve custo fiscal de aproximadamente R$ 60 bilhões ao longo de quatro anos.
A proposta anunciada por Pereira tem formato diferente: em vez de estabelecer isenções tributárias sobre receitas futuras, prevê o perdão de dívidas já existentes com a União.
O ministro também afirmou que o governo pretende anunciar nos próximos dias uma linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para apoiar pequenas empresas na transição para a escala de trabalho 5x2.
Pereira não detalhou os valores disponíveis, as taxas de juros ou as condições de acesso ao financiamento.
Outro tema discutido com Hugo Motta foi a atualização do Simples Nacional.
Segundo o ministro, o governo pretende intensificar os debates sobre mudanças no regime tributário, incluindo possíveis ajustes nas faixas de enquadramento e mecanismos para facilitar o crescimento das empresas.
"Agora o esforço do governo é acelerar, intensificar as reformas para o Simples. A ideia é buscar também o reajuste desse modelo, criar uma sofisticação, pensar em rampas para que o crescimento seja melhor aproveitado pelas empresas, pensar nas reformas que esse modelo precisa", afirmou Pereira.
Segundo o ministro Paulo Henrique Pereira, o presidente decidiu enviar ao Congresso um projeto de lei para perdoar dívidas com a União de empresas de eventos, bares e restaurantes enquadradas no Simples Nacional. A medida ainda depende da apresentação e aprovação do projeto.
De acordo com o anúncio do ministro, a proposta contemplará empresas de eventos, bares e restaurantes enquadradas no Simples Nacional, regime que permite faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.
Não. O governo anunciou a intenção de enviar um projeto de lei ao Congresso Nacional. O texto ainda precisará ser apresentado e passar pela tramitação legislativa.
O ministro afirmou que o impacto fiscal deverá ser limitado porque envolve dívidas de difícil recuperação, mas não apresentou uma estimativa de custo para a nova proposta.
Segundo Paulo Henrique Pereira, o governo pretende anunciar uma linha de financiamento do BNDES para apoiar pequenas empresas na transição para a escala 5x2. As condições ainda não foram divulgadas.
*Com O Globo