(Greg Baker/AFP)
Redatora
Publicado em 2 de março de 2026 às 14h16.
A disputa global por protagonismo em inteligência artificial acaba de ganhar um novo capítulo no mobile. O Google anunciou a expansão do Gemini no Android com um recurso que aproxima a IA do conceito de “agente autônomo” — capaz de executar tarefas reais dentro de aplicativos, sem que o usuário precise navegar manualmente por cada etapa.
Com isso, o Android começa a evoluir de sistema operacional para o que o próprio Google chama de “sistema de inteligência”.
A novidade permite que o Gemini execute ações dentro de aplicativos de terceiros. Na prática, o usuário poderá, por exemplo:
Quando o assunto é a interação, basta pressionar o botão de energia e dar o comando. A partir daí, a IA abre o aplicativo em uma janela virtual e realiza o processo em segundo plano.
O diferencial está na autonomia, ou seja, o usuário pode continuar utilizando o celular enquanto a tarefa é executada.
Apesar da automação, o Gemini não finaliza pagamentos sozinho. Quando o pedido ou a corrida estiver configurada, o assistente envia uma notificação para revisão e confirmação manual.
O Google afirma que o sistema opera em ambiente isolado, sem acesso irrestrito ao aparelho. As ações só começam mediante comando direto e são interrompidas ao final da tarefa.
Esse modelo híbrido — automação com supervisão humana — reflete o atual estágio dos agentes de IA: eficiência operacional sem abrir mão do controle do usuário.
Segundo o Google, desenvolvedores podem facilitar a integração expondo ações nativas por protocolos como o MCP (Model Context Protocol) ou pelas funções do próprio Android.
Quando isso não ocorre, o Gemini tenta interpretar visualmente a interface, simulando a navegação que o usuário faria manualmente.
O recurso será inicialmente disponibilizado para a linha Pixel 10 e para os novos Galaxy S26, em fase beta nos Estados Unidos e Coreia do Sul. A expectativa é que a tecnologia seja incorporada de forma nativa ao Android 17.
Sameer Samat, presidente do ecossistema Android, sinalizou que essa transição é estrutural. A proposta não é apenas adicionar IA ao sistema, mas redesenhar o papel do software no celular.
Se bem-sucedido, o modelo pode alterar profundamente a relação entre usuários e aplicativos. Em vez de abrir apps, navegar menus e preencher formulários, o usuário delega a tarefa ao agente.
O lançamento também intensifica a corrida entre big techs na criação de agentes autônomos capazes de executar tarefas complexas — uma das frentes mais estratégicas da IA em 2026.
Mais do que um assistente, o Gemini passa a atuar como operador digital. E isso pode redefinir a experiência móvel nos próximos anos.
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