7. Terminar um projeto importante (Thinkstock)
Redatora
Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 11h22.
Alta performance não é só sobre produtividade ou resultados. Para quem lidera — e para quem quer liderar —, equilíbrio emocional, clareza mental e consistência nas ações são fundamentais. E muitas vezes, são os rituais mais simples que sustentam os dias mais desafiadores.
Foi o que compartilhou Laura Modi, CEO da Bobbie, startup de fórmulas infantis orgânicas avaliada em mais de US$ 64 milhões por ano. Modi revelou que mantém um ritual noturno diário de autoavaliação emocional e profissional, uma prática que a ajuda a manter o foco enquanto lidera a empresa e cria quatro filhos. As informações foram retiradas de CNBC Make It.
Todas as noites, antes de dormir, Modi revisita mentalmente seu dia. Ela avalia suas ações em duas dimensões — pessoal e profissional — e as classifica em uma escala de 1 a 5.
Segundo a CEO, essa prática permite identificar vitórias, reconhecer deslizes e, principalmente, processar emoções acumuladas.
“Há momentos em que você precisa fazer uma autoanálise e se lembrar de que está sendo humano”, disse Modi.
Modi enfatiza que manter o foco vai muito além de produtividade. Trata-se de conseguir navegar pelas oscilações naturais do dia a dia, sem se deixar dominar por frustrações ou euforias. Para ela, essa clareza emocional vem justamente da rotina de reflexão.
“Os bons meses ou os bons anos vêm e vão, e os momentos do dia a dia me permitem manter o foco e os pés no chão”, fala.
Esse olhar pragmático sobre emoções e performance é cada vez mais valorizado no mercado. Empresas buscam profissionais capazes de manter a consistência mesmo sob pressão, de reagir bem ao erro, ajustar a rota e seguir entregando com qualidade.
A prática de Modi não é um caso isolado. O ex-CEO da Verizon, Hans Vestberg, também revelou que todas as manhãs, avaliava seu humor em uma escala de 1 a 10, para entender como deveria conduzir o dia.
Quando percebia que estava fora de equilíbrio emocional, evitava interações mais sensíveis e priorizava atividades de foco individual. O objetivo eraagir com inteligência emocional, mesmo em dias difíceis.
O psiquiatra Drew Ramsey reforça que para além da avaliação mental, colocar sentimentos no papel potencializa o benefício emocional.
“A escrita expressiva pode melhorar os resultados de saúde física e psicológica”, diz Ramsey.
Profissionais que conseguem nomear emoções, identificar padrões e aprender com o próprio comportamento tendem a evoluir mais rápido e a lidar melhor com ambientes de alta exigência.
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